Cuba inicia homenagem aos 32 militares mortos na Venezuela
Cuba iniciou, nesta quinta-feira (15), uma homenagem com a presença do líder revolucionário Raúl Castro aos 32 soldados cubanos mortos pelas forças americanas na Venezuela durante a captura de Nicolás Maduro no início de janeiro.
Havana decretou dois dias de homenagem aos soldados, uma oportunidade para o governo reafirmar a unidade nacional diante das ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra a ilha comunista.
A homenagem começou no início da manhã no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana. Membros da guarda de honra descarregaram de um avião os 32 caixões contendo os restos mortais dos militares, cobertos com a bandeira cubana.
O ex-líder Raúl Castro, de 94 anos, e o presidente Miguel Díaz-Canel estavam presentes, ambos em uniforme militar, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal.
Durante a cerimônia, o ministro do Interior, general Lázaro Alberto Álvarez, expressou o "respeito" e a "gratidão" de Cuba aos soldados e assegurou-lhes que foram recebidos com o orgulho de saber que "lutaram até a última bala" no cumprimento de sua missão.
"Não os recebemos com resignação, mas sim com profundo orgulho", disse o ministro na cerimônia solene, que contou com a presença de alguns familiares dos soldados.
Se algo ficou demonstrado por "este capítulo doloroso da história", é que os Estados Unidos "jamais poderão comprar a dignidade do povo cubano", afirmou.
Os 32 cubanos morreram durante o ataque e a captura de Maduro pelas forças americanas na Venezuela.
As homenagens serão encerradas na sexta-feira com um protesto em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana.