Alemanha envia equipe de reconhecimento à Groenlândia em missão sob liderança da Dinamarca

Alemanha envia equipe de reconhecimento à Groenlândia em missão sob liderança da Dinamarca

A Alemanha anunciou que enviará uma equipe de reconhecimento à Groenlândia em conjunto com outros parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em uma iniciativa voltada a avaliar a segurança no Ártico diante de "ameaças russas e chinesas". Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 15, o governo alemão afirmou que a missão ocorre a convite e sob a liderança da Dinamarca e tem como objetivo "explorar as possibilidades de garantir a segurança com foco nas ameaças russas e chinesas na região".

As Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) decidiram inicialmente deslocar a equipe para a Dinamarca, de onde seguirá para a Groenlândia em um voo conjunto com parceiros aliados. O comunicado destaca ainda que "o objetivo é obter um quadro sólido das condições locais" para embasar futuras conversas e planejamentos dentro da Otan.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que "a Rússia e a China utilizam cada vez mais a região do Ártico de forma militar" e que isso coloca em risco "a liberdade das rotas de transporte, comunicação e comércio". Segundo ele, "a Otan não permitirá isso e continuará a defender a ordem internacional com base em regras".

A movimentação europeia ocorre enquanto os EUA já mantêm uma base militar na Groenlândia, com até 150 pessoas, e em meio às pressões do presidente Donald Trump sobre o futuro da ilha, território autônomo da Dinamarca. A França enviou cerca de 15 militares a Nuuk, enquanto a Alemanha anunciou o deslocamento de uma equipe de reconhecimento de 13 integrantes. A BBC informou que a Noruega enviou dois militares e o Reino Unido, um oficial, além do envio de oficiais suecos, sem número divulgado. Ao todo, os países europeus anunciaram o envio de ao menos 31 militares, número que não inclui o contingente sueco, cujo tamanho não foi detalhado.

Já a Reuters destacou que a Polônia decidiu não enviar soldados. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que um ataque de um país da Otan ao território de outro seria "o fim do mundo como o conhecemos" e classificou como "um desastre político" qualquer tentativa de tomada de território entre aliados.

*Com informações da Associated Press

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