Promotoria britânica contesta arquivamento de ação contra rapper do Kneecap
A Promotoria britânica contestou, nesta quarta-feira (14), no Tribunal Superior de Londres, o arquivamento das ações judiciais por "infração terrorista" contra Mo Chara, rapper do trio norte-irlandês Kneecap, por exibir uma bandeira do Hezbollah durante um show em 2024.
Uma centena de fãs do grupo, empunhando bandeiras irlandesas e palestinas, reuniu-se do lado de fora do tribunal em apoio ao rapper, que não esteve presente na audiência.
Outro membro do grupo, conhecido pelo nome artístico DJ Provai, esteve presente, assim como o seu empresário, Dan Lambert.
Mo Chara foi acusado de "infração terrorista" em maio por ter exibido no palco uma bandeira do Hezbollah, movimento islamista xiita libanês classificado como terrorista no Reino Unido, durante um show em Londres em novembro de 2024.
Mas o juiz Paul Goldspring decidiu, em 26 de setembro de 2025, arquivar o caso devido a um erro de procedimento.
O magistrado considerou que não foi respeitado o prazo legal de seis meses para apresentar a acusação, o que a tornava "ilegal e nula".
O Serviço da Promotoria da Coroa recorreu da decisão, considerando que "o juiz se equivocou ao concluir que o processo instaurado contra o acusado (O'Hanna) não foi iniciado de acordo com as formalidades exigidas", segundo suas conclusões escritas apresentadas ao tribunal.
Mo Chara, de 28 anos, sempre negou apoiar este grupo pró-iraniano, assegurando que desconhecia tratar-se de uma bandeira do Hezbollah.
O acusado denunciou sua acusação como uma decisão "política", após críticas formuladas pelo trio a Israel e à guerra na Faixa de Gaza.
Os membros do grupo têm atraído atenção da mídia e da política nos últimos meses no Reino Unido por sua defesa dos palestinos.
adm/alm/psr/mb/yr/aa