Junta militar birmanesa rejeita denúncia apresentada à CIJ por genocídio contra a minoria rohingya
Uma ação judicial movida contra Mianmar na Corte Internacional de Justiça (CIJ) por genocídio contra a minoria rohingya é "falha e sem mérito", afirmou o Ministério das Relações Exteriores birmanês nesta quarta-feira (14).
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Mianmar pediu à CIJ que "chegue a um veredicto com base nos fatos e na lei, estritamente dentro da estrutura da Convenção sobre o Genocídio".
A CIJ iniciou na segunda-feira, em Haia, três semanas de audiências sobre as denúncias de Gâmbia de que Mianmar cometeu genocídio contra os rohingya em 2017.
Centenas de milhares de muçulmanos rohingya fugiram da violência perpetrada pelo exército de Mianmar e por milícias budistas para o vizinho Bangladesh.
Os deslocados relataram histórias terríveis de estupros em massa, incêndios criminosos e assassinatos.
No primeiro dia de audiências, o ministro da Justiça de Gâmbia, Dawda Jallow, declarou que os rohingya em Mianmar "foram submetidos à destruição".
Os advogados de Mianmar começarão a apresentar sua resposta ao tribunal na sexta-feira.
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