EUA anuncia voos a Cuba com ajuda humanitária após furacão Melissa
Os Estados Unidos vão começar a enviar, nesta quarta-feira (14), voos com ajuda humanitária prometida a Cuba em novembro por causa do furacão Melissa, informou o Departamento de Estado.
"Os voos fretados com ajuda vão partir de Miami em 14 e 16 de janeiro e chegarão a Holguín e Santiago de Cuba, respectivamente", detalhou o comunicado, difundido enquanto Washington aumenta a pressão política sobre a ilha.
Essa ajuda, avaliada no total em 3 milhões de dólares (R$ 16 milhões), será entregue "a quem mais precisa, evitando a interferência do regime e garantindo a transparência e a prestação de contas", acrescentou o comunicado oficial.
O furacão Melissa devastou, no fim de outubro passado, vastas áreas de Jamaica, Haiti e o leste de Cuba. Cerca de 60 pessoas morreram no Caribe, e o governo cubano teve que evacuar preventivamente mais de 700 mil pessoas.
Os danos à rede elétrica, a cultivos e às casas de milhares de cubanos foram consideráveis. Os Estados Unidos tinham anunciado o envio destes três milhões de dólares em 2 de novembro passado.
"Estamos trabalhando estreitamente com a Igreja católica para garantir que a ajuda chegue diretamente ao povo cubano", ressaltou o texto do Departamento de Estado.
Cerca de 6 mil famílias poderiam se beneficiar destas remessas em Santiago de Cuba, Holguin, Granma e Guantánamo, acrescentou o texto.
A ajuda consiste em alimentos como arroz, feijão, óleo e açúcar, equipamentos de purificação da água, utensílios de cozinha, cobertores e lanternas solares.
Além dos voos fretados, o Departamento de Estado poderia enviar também um barco com mais ajuda a Santiago de Cuba em algumas semanas.
As relações entre os dois países voltam a enfrentar momentos difíceis após o ataque à Venezuela, que acabou com a deposição do presidente Nicolás Maduro e sua prisão em Nova York, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, à espera de julgamento.
Após este ataque, o presidente Donald Trump instou o governo cubano a "alcançar um acordo" e advertiu que não haveria mais petróleo venezuelano para a ilha comunista.
Washington considera que agora tem o controle das exportações de petróleo bruto venezuelano.