Israel anuncia sua saída de três organizações internacionais

Israel anuncia sua saída de três organizações internacionais

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, nesta terça-feira (13), a ruptura de suas relações com três organizações internacionais, incluindo duas agências da ONU, após a retirada dos Estados Unidos de 66 organismos globais na semana passada.

A chancelaria israelense informou que o ministro Gideon Saar também ordenou a revisão da cooperação de Israel com um número não especificado de outras organizações.

Em nota publicada na rede social X, a chancelaria declarou que "Saar decidiu que Israel cortará imediatamente todo o contato com as seguintes agências da ONU e organizações internacionais".

Em seguida, enumerou a ONU Energia, a Aliança de Civilizações das Nações Unidas e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, embora este último não faça parte do sistema das Nações Unidas.

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando determinando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais por "já não servirem aos interesses americanos", segundo a Casa Branca.

A ordem de Trump dizia respeito a 31 organizações da ONU e outras 35 entidades, e incluía os três organismos dos quais Israel se retirou nesta terça-feira.

A amplitude da relação de Israel com esses três organismos antes do anúncio não ficou clara.

Por exemplo, quanto à Aliança de Civilizações da ONU, o ministério israelense acusou-a de não ter convidado Israel a participar, afirmando que "durante anos tem sido utilizada como plataforma para ataques contra Israel".

Também qualificou a ONU Energia como uma entidade "gastadora" e apontou que o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento "mina a capacidade das nações soberanas de fazer cumprir as suas próprias leis de imigração".

Há muito tempo Israel mantém um embate com a ONU, acusando suas agências de parcialidade contra si, especialmente após o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

Acusou ainda repetidamente a UNRWA, a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, de dar cobertura a militantes do Hamas, e afirma que alguns funcionários dessa organização participaram do ataque.

Em 2024, foram aprovadas duas leis que proíbem essa agência de operar em território israelense e de manter contato com suas autoridades.

Na semana passada, a UNRWA anunciou que demitiria 571 de seus funcionários fora da Faixa de Gaza, alegando "dificuldades financeiras".

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