Mulheres desafiam regime do Irã queimando foto do líder supremo em protesto simbólico

Mulheres desafiam regime do Irã queimando foto do líder supremo em protesto simbólico

Mulheres estão realizando um novo protesto simbólico contra o regime do Irã, combinando a queima de fotos do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, com o ato de fumar, prática historicamente estigmatizada para mulheres na região. A ação desafia simultaneamente a autoridade do regime e as normas sociais impostas às mulheres, em meio a protestos generalizados no país.

As imagens do protesto feminino estão ganhando força nas redes sociais. Embora se acredite que parte dos vídeos e fotos tenha sido produzida no Irã, o primeiro vídeo viral foi gravado por uma mulher iraniana residente em Toronto, no Canadá, segundo a mídia internacional.

A iniciativa marca um novo capítulo nos protestos liderados por mulheres no país, que ganharam atenção internacional após a morte de Mahsa Amini em 2022. Desde então, atos simbólicos como cortar o cabelo ou queimar véus islâmicos se tornaram manifestações recorrentes contra as restrições de gênero.

O movimento das mulheres se soma a uma série de manifestações iniciadas no fim de 2025, motivadas pela crise econômica, com inflação alta, desvalorização da moeda e aumento dos preços de alimentos e bens essenciais. Inicialmente concentradas em greves de trabalhadores e comerciantes, as mobilizações se ampliaram rapidamente, incluindo críticas diretas ao governo e pedidos de reformas políticas.

A repressão do governo iraniano tem sido dura, com prisões em massa e bloqueios quase totais da internet para dificultar a organização dos manifestantes. Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortes e milhares de detenções, enquanto o país continua sob atenção internacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 11, que a liderança iraniana procurou o governo americano para iniciar "negociações", após ameaças reiteradas de intervenção militar caso Teerã continue a reprimir os protestos. "Uma reunião está sendo organizada. Eles querem negociar", disse Trump, acrescentando que os Estados Unidos "talvez tenham de agir antes de uma reunião".

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