Lançamento de míssil russo Oreshnik é 'inaceitável', afirmam Starmer, Merz e Macron
O lançamento, pela Rússia, de um míssil Oreshnik de última geração contra a Ucrânia na madrugada desta sexta-feira (9) representa uma escalada e é inaceitável, concordaram os líderes do Reino Unido, Alemanha e França, afirmou uma porta-voz do governo britânico.
A Rússia lançou um ataque massivo contra Kiev na madrugada desta sexta-feira, que deixou pelo menos quatro mortos, poucas horas depois de rejeitar um plano europeu "militarista" para o envio de uma força multinacional à Ucrânia após um eventual fim da guerra.
A Ucrânia e seus aliados ocidentais, que se apressam para pôr fim ao conflito que se aproxima do seu quarto ano, concordaram esta semana que a Europa enviará tropas após um eventual cessar-fogo.
Mas Moscou, que lançou a invasão em fevereiro de 2022, em parte para impedir a entrada da Ucrânia na Otan, rejeitou repetidamente a ideia de forças ocidentais mobilizadas no país.
"Os ataques em curso da Rússia na Ucrânia, incluindo o uso, esta madrugada, de um míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik no oeste do país, representam uma escalada e são inaceitáveis", concordaram o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, segundo a porta-voz deste último.
"Ficou claro que a Rússia estava usando acusações fabricadas para justificar o ataque", acrescentou a porta-voz.
A fonte do governo britânico relatou a conversa entre os três líderes na manhã desta sexta-feira, após a reunião da Coalizão de Voluntários realizada esta semana em Paris.
"Os líderes começaram refletindo sobre a forte unidade em apoio à Ucrânia demonstrada na reunião de terça-feira, assim como sobre os progressos positivos alcançados em relação aos próximos passos", disse a porta-voz.
Starmer, Macron e Merz "saudaram a contínua e estreita coordenação com os Estados Unidos para garantir uma paz justa e duradoura para a Ucrânia", explicou a porta-voz.