Trump agora avalia comprar Groenlândia, diz Casa Branca

Trump agora avalia comprar Groenlândia, diz Casa Branca

Autor DW Tipo Notícia

Presidente estaria considerando "ativamente" fazer oferta pelo território, mas não descarta uso de força militar. Opção é rejeitada pela Dinamarca.A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (07/01) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "discute ativamente" a possibilidade de realizar uma oferta à Dinamarca para adquirir o território autônomo da Groenlândia. Questionada se Trump avalia comprar a ilha, Leavitt repetiu que os EUA têm interesse em adquirir o território para dissuadir a agressão russa e chinesa na região do Ártico. Contudo, ela voltou a afirmar que "todas as opções estão na mesa" para a anexação da ilha, incluindo o uso de forças militares. "A primeira opção de Trump, sempre, tem sido a diplomacia", destacou. Na terça-feira, a Casa Branca ameaçou tomar o território por meios militares. Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, Trump tem dito repetidamente que os EUA precisam controlar o território ártico rico em recursos por razões de segurança nacional. Após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, ele voltou a indicar que lançaria mão de seu poderio militar para garantir a segurança dos EUA diante do aumento da presença da China e da Rússia no Ártico. A insistência de Trump de que Washington assumirá o controle da Groenlândia "de um jeito ou de outro" alarmou líderes europeus, especialmente após o ataque dos EUA à Venezuela. Como membro da Otan, a Dinamarca é uma aliada militar dos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta semana que um ataque dos EUA contra outro país da Otan significaria o fim da aliança . O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que planeja se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana. A reunião foi solicitada pelo ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e sua contraparte da Groenlândia, Vivian Motzfeldt. Pedidos anteriores de encontros não tiveram sucesso, segundo um comunicado divulgado por eles. Líderes europeus expressam preocupação A Dinamarca e a Groenlândia rejeitam fortemente as investidas de Trump, incluindo a possibilidade de compra. Os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido também se juntaram à primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, na divulgação de uma declaração nesta semana reafirmando que a ilha "pertence ao seu povo". Frederiksen alertou que uma tomada de controle pelos EUA equivaleria ao fim da Otan. Nesta quarta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, reiterou o "apoio total" da União Europeia à Dinamarca e à Groenlândia, afirmando que o bloco não aceitará violações do direito internacional. "A Groenlândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Groenlândia sem a Dinamarca, ou sem a Groenlândia", disse Costa. A Groenlândia foi uma colônia dinamarquesa por centenas de anos até 1953 e hoje é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, com o direito de buscar a independência segundo o direito internacional. O território tem cerca de 57 mil habitantes. De acordo com uma pesquisa realizada em janeiro de 2025, cerca de 56% disseram querer a independência da Dinamarca, mas apenas 6% dos groenlandeses disseram querer se juntar aos Estados Unidos. gq (DW, AP)

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