Senado dos EUA vota para limitar capacidade militar de Trump na Venezuela

Senado dos EUA vota para limitar capacidade militar de Trump na Venezuela

O Senado dos Estados Unidos deu nesta quinta-feira (8) um passo importante para a aprovação de uma resolução para frear as ações militares do presidente Donald Trump na Venezuela, uma rara reprimenda bipartidária que ocorre após a captura do líder Nicolás Maduro.

A legislação impulsionada pelos democratas, que proíbe novas hostilidades dos Estados Unidos contra a Venezuela sem autorização explícita do Congresso, superou uma votação processual crucial com o apoio de cinco republicanos.

A votação final, prevista para a próxima semana, é considerada agora pouco mais que uma formalidade.

No entanto, o esforço é visto em grande medida como simbólico, já que a resolução terá um grande desafio na Câmara de Representantes, onde a maioria republicana, embora estreita, é mais propensa a seguir os interesses da Casa Branca.

A votação processual desta quinta-feira foi uma "estupidez", reagiu Trump, que considerou que os cinco senadores se aliaram aos democratas "para tentar nos tirar nossa capacidade de lutar e defender os Estados Unidos".

Mesmo que a legislação fosse aprovada nas duas casas, muito provavelmente seria vetada por Trump.

Para superar o veto presidencial, ambas as casas teriam de voltar a aprovar o projeto de lei, mas desta vez com maiorias muito mais substanciais.

"Os membros do Congresso menos corajosos fazem todo o possível para evitar assumir responsabilidades, para evitar a votação transcendental de declarar guerra", disse o senador Rand Paul, o republicano do Kentucky que rompeu com grande parte de seu partido para copatrocinar a medida.

"Mas que não haja dúvida: bombardear a capital de outra nação e destituir seu líder é um ato de guerra, simples e claro. Nenhuma disposição da Constituição concede tal poder à presidência", acrescentou esse senador de orientação libertária, que, embora seja republicano, frequentemente entra em conflito com Trump.

O presidente disse em uma entrevista publicada nesta quinta-feira pelo New York Times que os Estados Unidos poderiam administrar a Venezuela e explorar suas reservas de petróleo por anos.

A administração sustentou que a operação contra Maduro estava legalmente justificada como parte de uma campanha mais ampla contra o narcotráfico transnacional e, além disso, porque o presidente deposto havia roubado as eleições de 2024.

Trump declarou, no início de seu mandato, várias organizações de cartéis do narcotráfico como terroristas.

Os líderes republicanos, em grande parte, defenderam o presidente, destacando sua autoridade para conduzir ações militares limitadas em defesa da segurança nacional dos Estados Unidos.

"Isso é algo que provavelmente deveria ter ocorrido em uma administração anterior", disse o senador Markwayne Mullin aos jornalistas na quarta-feira.

"Apenas o presidente Trump teve a coragem de levar isso adiante, de retirar um presidente acusado e ilegítimo que mantinha a Venezuela como refém", explicou.

Desde que Trump retornou ao cargo, resoluções sobre poderes de guerra na Venezuela foram rejeitadas duas vezes no Senado e duas vezes na Câmara.

ft/jz/dg/am

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