Lula e Petro saúdam libertação de presos na Venezuela

Lula e Petro saúdam libertação de presos na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega colombiano, Gustavo Petro, saudaram nesta quinta-feira (8) a libertação de presos na Venezuela, informou o Palácio do Planalto, após uma conversa telefônica entre ambos para discutir a crise no país vizinho.

A Venezuela começou hoje a libertar pessoas detidas por razões políticas, as primeiras solturas de presos venezuelanos e estrangeiros sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após os bombardeios dos Estados Unidos que levaram à captura do presidente Nicolás Maduro, no último sábado.

Lula e Petro reiteraram sua "grande preocupação" com o uso da força na Venezuela, que denunciaram como "um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional".

Os dois também saudaram o anúncio da libertação de presos, ao defenderem uma resolução da crise venezuelana "exclusivamente por meios pacíficos, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano".

O presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, não informou quantas pessoas foram libertadas nem a sua identidade, mas agradeceu pela gestão dos governos de Brasil, Espanha e Catar.

O Brasil insistia junto às autoridades venezuelanas sobre a necessidade de libertar pessoas detidas por motivos políticos para reduzir a tensão interna e melhorar a sua relação com os países vizinhos, informaram à AFP duas fontes do governo brasileiro.

Os pedidos aumentaram depois que Maduro foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 2024, que a oposição denunciou como fraudulentas e que não foram reconhecidas por grande parte da comunidade internacional.

O Brasil "nunca deixou de participar" desses esforços, buscando "apresentar-se como um interlocutor disposto ao diálogo, sem renunciar à defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica e da estabilidade regional", disse uma das fontes.

Lula e Petro também reafirmaram em sua conversa a "intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela", com a qual compartilham uma fronteira extensa.

O Brasil enviou 40 toneladas de insumos e medicamentos para a Venezuela, com o objetivo de reabastecer o estoque de um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios de sábado, destaca a nota do Planalto.

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