Ativista Rocío San Miguel foi libertada na Venezuela e 'está bem'
A ativista Rocío San Miguel foi libertada em Caracas e "está bem", informou sua defesa nesta quinta-feira (8) à AFP, em um dia marcado pela libertação de prisioneiros por motivos políticos na Venezuela.
Advogada, especialista em temas militares e ativista de direitos humanos, Rocío foi detida em fevereiro de 2024 no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve Caracas, acusada de um suposto complô para atacar uma base militar em Táchira, estado fronteiriço com a Colômbia, e o então presidente Nicolás Maduro. Sua defesa sempre negou as acusações.
"Rocío já está em liberdade, está em condições estáveis de saúde e está bem", disse a advogada Theresly Malavé em conversa telefônica com a AFP.
Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, havia confirmado na Espanha a libertação de Rocío, que tem dupla nacionalidade, além de outros quatro espanhóis.
Rocío San Miguel estava sob custódia do serviço de inteligência sob a acusação de "traição", "terrorismo" e "conspiração", segundo as autoridades.
Diretora da ONG Control Ciudadano, a ativista foi detida cinco meses antes das eleições presidenciais e das mais de 2.400 prisões que se seguiram aos protestos contra a questionada reeleição de Maduro.