Reino Unido submeterá a voto parlamentar o envio de tropas à Ucrânia após cessar-fogo

Reino Unido submeterá a voto parlamentar o envio de tropas à Ucrânia após cessar-fogo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou, nesta quarta-feira (7), no Parlamento, que um envio de tropas britânicas para Ucrânia, em caso de cessar-fogo com a Rússia, seria submetido à votação dos deputados.

Reino Unido e França assinaram, na terça-feira (6), uma declaração de intenções com a Ucrânia, na qual manifestam sua disposição de enviar soldados de seus países para manter a paz em caso de cessar-fogo.

"Manterei a Câmara dos Comuns informada sobre a evolução da situação e, se tropas forem mobilizadas em virtude da declaração assinada, submeterei esta questão aos deputados para uma votação", declarou o primeiro-ministro trabalhista durante a sessão semanal de perguntas ao governo.

Reunidos em Paris na terça-feira, os Estados Unidos e uma ampla representação de países europeus concordaram com um conjunto de garantias de segurança para a Ucrânia, embora o governo de Donald Trump continue impreciso quanto ao alcance de seu compromisso.

Os 35 membros da "coalizão dos voluntários", em sua maioria europeus, validaram uma "Declaração de Paris" na qual aceitam o envio de uma força multinacional à Ucrânia e participar da supervisão do cessar-fogo, sob "liderança" dos Estados Unidos.

"Após um cessar-fogo, Reino Unido e França estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia e construirão instalações protegidas para armas e equipamentos militares a fim de responder às necessidades defensivas da Ucrânia", afirmou Starmer.

O número de tropas seria determinado, segundo Starmer, "em conformidade com nossos planos militares". 

O presidente francês, Emmanuel Macron, indicou após a reunião que "vários milhares" de soldados do exército de seu país poderão ser mobilizados após a assinatura de um hipotético cessar-fogo com a Rússia.

Starmer foi duramente criticado nesta quarta-feira no Parlamento pela líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, por não apresentar uma declaração completa sobre os planos para evitar tropas à Ucrânia.

A líder conservadora também criticou o fato de Starmer não ter apresentado uma declaração completa sobre os planos dos Estados Unidos em relação à Venezuela e à Groenlândia.

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