Chefe do exército iraniano adverte que responderá às 'ameaças' de Trump e Netanyahu
O Irã considera as declarações do presidente dos Estados Unidos e do primeiro-ministro israelense sobre os protestos na República Islâmica uma "ameaça" e "não tolerará que continuem sem resposta", declarou o chefe do exército iraniano nesta quarta-feira(7).
"O Irã considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana uma ameaça e não tolerará que continue sem resposta", afirmou o general Amir Hatami, citado pela agência de notícias Fars.
"Se o inimigo cometer um erro, responderemos com mais firmeza" do que durante a guerra de 12 dias em junho contra Israel e os Estados Unidos, afirmou Hatami.
Donald Trump ameaçou intervir militarmente no Irã caso o regime mate manifestantes antigoverno, enquanto o líder israelense Benjamin Netanyahu expressou apoio aos protestos.
"Estamos observando de perto. Se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos", declarou Trump no domingo.
Netanyahu declarou no mesmo dia, em reunião de gabinete, que Israel se solidariza com a luta do povo iraniano e suas aspirações por liberdade e justiça.
Na segunda-feira, a diplomacia iraniana considerou as declarações de Trump e Netanyahu uma "incitação à violência" e acusou Israel de tentar "minar a unidade nacional do Irã".
A guerra de 12 dias foi desencadeada por um ataque israelense em 13 de junho contra instalações militares e nucleares no Irã, além de áreas habitadas.
Os Estados Unidos intervieram brevemente, atacando três importantes instalações nucleares iranianas.
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