Chavismo garante que se manterá nas ruas até que EUA liberte Maduro

Chavismo garante que se manterá nas ruas até que EUA liberte Maduro

Milhares de pessoas foram às ruas na Venezuela, nesta quarta-feira (7), para exigir a libertação do presidente deposto Nicolás Maduro, na quinta marcha consecutiva organizada pelo chavismo após sua captura pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York. Sua detenção ocorreu durante um bombardeio americano a Caracas.

"Nico, aguenta, o povo se levanta!", entoavam os manifestantes no bairro popular de Catia. "Trump, repito, devolva o Nico!"

Os militantes asseguraram que permanecerão nas ruas até a libertação de Maduro, preso em Nova York.

"Nosso presidente é inocente, nosso presidente é um homem trabalhador, é um homem operário", disse com olhos marejados e voz embargada à AFP Nancy Ramos, dirigente comunitária de 58 anos, vestida de militar com boina vermelha.

"Não concordamos que o tenham levado assim e que venham a julgá-lo em outro país do mundo, porque o país dele é a Venezuela", acrescentou ela, que também carregava dois bonecos de Maduro e Flores, uma bandeira da Venezuela e um retrato de Hugo Chávez com Simón Bolívar.

O percurso de cerca de 3 km passou pelo "Quartel da Montanha 4F", onde fica o mausoléu de Chávez e que alguns acreditaram ter sido destruído durante o bombardeio por imagens editadas que circularam nas redes.

"O imperialismo se fez presente com bombas, o imperialismo matou militares e civis", exclamou Tania Rodríguez, aposentada de 57 anos. Afirmou que marcha "com dor, até com medo, mas vamos com honra, vamos com valentia".

Ao menos um civil e 56 militares entre cubanos e venezuelanos morreram nos ataques.

Em Maracaibo, capital petrolífera da Venezuela, um grupo de chavistas pediu o retorno do casal presidencial por meio de um programa social que oferece voos de repatriação para migrantes. A solicitação é feita em um aplicativo móvel do governo.

A oposição mantém silêncio desde 3 de janeiro. Além do medo instalado após as milhares de prisões que se seguiram aos protestos pela questionada reeleição de Maduro em 2024, foi decretado estado de exceção e a punição com prisão de qualquer celebração da operação americana.

bc/jt/mr/ic/am

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar