Imprensa estrangeira denuncia bloqueio de Israel ao livre acesso a Gaza
A Associação de Imprensa Estrangeira em Jerusalém (FPA, na sigla em inglês) expressou, nesta terça-feira (6), "sua profunda decepção com a mais recente resposta do governo israelense ao seu apelo por acesso total e livre à Faixa de Gaza".
"O governo decidiu mais uma vez nos confinar", declarou a FPA, acrescentando que está preparando um recurso urgente à Suprema Corte para pôr fim ao que considera uma "violação contínua" da liberdade de imprensa e do "direito do público à informação".
No domingo, o governo israelense confirmou por escrito sua recusa em autorizar a entrada de veículos de imprensa internacionais na Faixa de Gaza, após vários adiamentos processuais e um prazo imposto pelo tribunal.
"Apesar da mudança na situação factual no terreno, a entrada de jornalistas (tanto estrangeiros quanto não estrangeiros) na Faixa de Gaza sem escolta não deve ser autorizada", afirmou o representante do governo, acrescentando que persiste "um risco à segurança".
A FPA, que representa a imprensa estrangeira em Israel e nos Territórios Palestinos, entrou com esta ação judicial em 2024 para garantir o livre acesso dos jornalistas à Faixa de Gaza.
A Suprema Corte deve se pronunciar sobre esta questão no futuro.
Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista Hamas em 7 de outubro de 2023, as autoridades israelenses só permitiram a entrada de jornalistas estrangeiros no país sob estrita escolta do Exército israelense e com restrições que impedem o trabalho jornalístico independente.
Em diversas ocasiões desde o início do conflito, a FPA denunciou as "táticas de protelação de Israel para impedir a entrada de jornalistas" no território.
Um jornalista da AFP integra o conselho de administração da FPA.
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