Departamento de Justiça dos EUA afirma que há milhões de arquivos de Epstein não publicados

Departamento de Justiça dos EUA afirma que há milhões de arquivos de Epstein não publicados

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou, na segunda-feira (5), que continua revisando mais de dois milhões de documentos potencialmente relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. 

No mês passado, o departamento começou a divulgar arquivos da investigação, que durou décadas, sobre Epstein, um rico financista que morreu em uma prisão de Nova York em 2019 enquanto aguardava seu julgamento por tráfico sexual de menores. 

No entanto, o Departamento não cumpriu o prazo legal da chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que o obrigava a publicá-los em sua totalidade até, no máximo, 19 de dezembro. 

Em uma carta enviada na segunda-feira a um juiz federal, o Departamento de Justiça indicou que mais de dois milhões de documentos permanecem “em diversas fases de revisão”. 

Segundo o texto, até agora foram publicados, em cumprimento à lei, cerca de 12.285 documentos que somam mais de 125.000 páginas, mas que representam menos de 1% do total atualmente em revisão.

Além disso, o Departamento de Justiça informou que em 24 de dezembro identificou mais de um milhão de arquivos que não estavam incluídos em sua revisão inicial. Embora alguns pareçam repetidos, precisarão passar por “processamento e eliminação de dados duplicados”, detalha a carta. 

“Resta um trabalho substancial a fazer”, indica a carta, assinada pela procuradora-geral Pam Bondi e outros responsáveis, que também anunciaram que mais de 400 advogados do Departamento de Justiça dedicarão “as próximas semanas” à revisão dos documentos. 

Pelo menos cem funcionários do FBI capacitados para o tratamento de “informações sensíveis das vítimas” colaborarão no processo. 

O presidente americano Donald Trump enfrenta duras críticas do Partido Democrata por não ter publicado a tempo todos os arquivos relacionados a Epstein. 

O governo Trump defende sua gestão dos documentos, indicando a necessidade de proteger informações sensíveis sobre as vítimas. 

Na carta de segunda-feira, os responsáveis do Departamento de Justiça explicaram que precisam revisar os arquivos “manualmente” para detectar “informações de identificação das vítimas”.

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