Aliados de Kiev concordam sobre força multinacional na Ucrânia após um cessar-fogo

Aliados de Kiev concordam sobre força multinacional na Ucrânia após um cessar-fogo

O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, assinaram nesta terça-feira (6) uma declaração de intenções sobre a mobilização de uma força multinacional após um cessar-fogo na Ucrânia.

Essa força, que vem sendo estudada há vários meses, deve "proporcionar uma forma de garantia no momento posterior ao cessar-fogo", declarou Macron após uma reunião dos aliados de Kiev em Paris, na qual, segundo ele, foram acordadas "garantias de segurança robustas para uma paz sólida e duradoura" na Ucrânia.

Macron relatou uma "convergência operacional" entre os aliados, incluindo os Estados Unidos.

As garantias de segurança são "a chave para assegurar que um acordo de paz nunca possa significar uma rendição da Ucrânia e que um acordo de paz nunca possa significar uma nova ameaça para a Ucrânia" por parte da Rússia, disse.

O enviado americano Steve Witkoff, que esteve nas negociações em Paris, afirmou que houve "muito progresso".

Os aliados de Kiev "basicamente concluíram" o acordo de garantias de segurança "para que o povo da Ucrânia saiba que, quando isto terminar, será para sempre", apontou ele, ao lado do genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, que também participou das conversas.

Segundo Witkoff, as "opções de território" serão o "tema mais crítico" e "com sorte poderemos chegar a certas concessões".

Starmer afirmou que, após um cessar-fogo, o Reino Unido e a França estabelecerão "centros militares" por toda a Ucrânia e "construirão instalações protegidas para armas e equipamento militar, para apoiar as necessidades defensivas da Ucrânia".

Mas advertiu: "Só podemos chegar a um acordo de paz se o [presidente russo, Vladimir] Putin estiver disposto a fazer concessões. Putin não está demonstrando que esteja pronto para a paz."

O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, afirmou que as forças da Alemanha poderiam se juntar para monitorar um cessar-fogo na Ucrânia, mas instaladas em um país vizinho. "Sem dúvida teremos de fazer concessões", disse em Paris.

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