Israel bombardeia sul e leste do Líbano após alertas de evacuação
O Exército israelense bombardeou o sul e o leste de Líbano nesta segunda-feira (5), informou a imprensa libanesa, depois de advertir que atacaria o que denominou como alvos do Hamas e Hezbollah em quatro localidades.
Esta foi a primeira advertência deste tipo do Exército israelense neste ano. Apesar do cessar-fogo com o movimento islamista Hezbollah, apoiado pelo Irã, Israel não deixou de bombardear o país vizinho.
Um fotógrafo da AFP em Kfar Hatta, um dos povoados atacados no sul do Líbano, viu dezenas de famílias fugindo da localidade após as advertências do Exército israelense. Vários drones sobrevoavam o município, que pôs suas ambulâncias e caminhões de bombeiros de sobreaviso.
A agência nacional de notícias libanesa, NNA, reportou bombardeios em quatro localidades.
Segundo a agência, um bombardeio em Al Manara, no leste do país, causou a "completa destruição de uma casa e graves danos nas residências dos arredores, em carros e estabelecimentos comerciais".
Por sua vez, o Exército israelense indicou, em comunicado, que "começou a bombardear alvos terroristas do Hezbollah e Hamas no Líbano".
O porta-voz do Exército israelense em língua árabe, Avichay Adraee, detalhou que os povos atacados foram Kfar Hatta e Annan, no sul, e Al Manara e Ain al Tineh no leste.
Segundo a NNA, a residência atacada em Al Manara pertencia a Sharhabil Sayed, um líder do movimento islamista palestino Hamas no Líbano que foi morto por Israel em 2024.
Apesar do cessar-fogo firmado por Israel e Hezbollah há mais de um ano, Israel segue atacando o Líbano com frequência, geralmente -- assegura -- contra instalações do grupo libanês, e algumas vezes, contra alvos do Hamas.
Pressionado pelos Estados Unidos, o governo libanês se comprometeu a desarmar o Hezbollah, um grupo que acabou muito enfraquecido após mais de um ano de enfrentamentos com Israel, incluindo dois meses de guerra aberta, que terminou com um acordo de cessar-fogo em novembro de 2024.
Ao menos 350 pessoas morreram pelos ataques do Exército israelense no Líbano desde aquele acordo, segundo um balanço da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde do Líbano.
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