Ataque à Venezuela eleva risco geopolítico nos EUA, na Colômbia, no Peru e no Brasil, diz BBVA
O banco espanhol BBVA vê aumento do risco geopolítico nos Estados Unidos, Colômbia, Peru e Brasil por conta do ataque e captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em operação militar americana neste fim de semana. As reações globais foram "intensas e divididas" globalmente e na América Latina, avalia.
O risco geopolítico aumentou "significativamente" na Venezuela, EUA e Irã, alerta o banco, com base em seu indicador global de protestos e conflitos. "A resposta regional ao conflito na Venezuela foi imediata, com aumento do risco geopolítico nos EUA, Colômbia, Peru e Brasil. O México aumentou, mas permanece neutro", avalia o banco, em relatório a clientes.
O espanhol classificou a operação dos EUA na Venezuela como "dramática e controversa" e que desencadeou debate global sobre soberania e legalidade.
"As reações globais foram intensas e divididas. Rússia, China e Irã condenaram a operação como uma violação do direito internacional, enquanto vários governos latino-americanos acusaram os EUA de excesso imperial", observa o banco.
Já no Irã, os indicadores de protesto e conflito estão subindo rapidamente para níveis extremos de risco, alerta o BBVA. O banco espanhol tem um rastreador diário com atualizações semanais para monitorar indicadores de protesto e conflito em todos os países do mundo, desde 2019.
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