Renan Calheiros condena ataque na Venezuela; veja outras repercussões

Renan Calheiros condena ataque na Venezuela; veja outras repercussões

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) chamou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela de "invasão ilegal, intervencionista e inaceitável". O episódio ocorreu no início deste sábado, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Na rede social X o emedebista afirmou: "Nada justifica ou explica o ataque dos Estados Unidos contra a soberania da nação venezuelana. É uma invasão ilegal, intervencionista e inaceitável. Ela exige uma enfática condenação mundial e reações imediatas dos organismos internacionais", disse.

China

A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente, segundo comunicado distribuído pelo Ministério de Relações Exteriores do país.

"Tais atos hegemônicos dos EUA violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e na região do Caribe. A China se opõe firmemente a isso", diz o texto.

"Apelamos aos EUA para que respeitem o direito internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e cessem as violações da soberania e da segurança de outros países", afirma o documento divulgado neste sábado após operação americana capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa.

A China é um dos principais aliados de Maduro. Os chineses têm criticado duramente a pressão militar e econômica dos Estados Unidos sobre a Venezuela, enquanto o governo americano tem ampliado o cerco a empresas que tentam driblar sanções impostas ao petróleo venezuelano, mirando inclusivo frotas ligadas a grupos chineses.

França

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, disse que o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela contraria o princípio do não uso da força, um dos fundamentos do direito internacional. "A França lembra que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que os povos soberanos decidem sozinhos o seu futuro", disse há pouco em publicação na rede social X.

Barrot afirmou que as múltiplas violações do princípio do não uso da força terão "graves consequências para a segurança mundial". "Instruída pela História, a França se prepara para isso, mas não pode se conformar", acrescentou. Ele disse ainda que o país reitera o seu compromisso com a Carta das Nações Unidas.

Apesar das críticas aos EUA, o ministro também se posicionou em relação ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ele afirmou que ao confiscar o poder do povo venezuelano, "privando-os de suas liberdades fundamentais", o líder do país sul-americano "cometeu uma grave violação à sua dignidade e ao seu direito à autodeterminação".

Uruguai

O governo do Uruguai rejeitou a intervenção militar de um país no território de outro e reafirmou a importância do respeito ao Direito Internacional e à Carta das Nações Unidas ao comentar sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

Em comunicado, o governo uruguaio citou que se deve respeitar o princípio fundamental de que os Estados devem se abster da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas.

"Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz e livre de armas nucleares, posição consensual em nossa região", salientou o governo do Uruguai neste sábado.

O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai disse que sua equipe consular e administrativa se encontra em bom estado de saúde.

Equador Investimentos

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e sua esposa, não deve gerar grandes impactos para o mercado financeiro, podendo ser considerada até positiva a notícia da captura de Maduro, já que dificilmente haverá uma escalada no conflito, avaliou Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos.

"Olhando para preço de ativos, o resultado da operação foi até que positivo, pois encerra as incertezas sobre quando os Estados Unidos iriam atacar a Venezuela. Obviamente ia acontecer, porque eles os EUA já haviam mandado o porta-aviões, o maior porta-aviões que eles têm. O gasto dessa operação não ia ser em vão. Olhando o contexto geral dos investimentos, é um ponto positivo, no sentido que foi retirado um risco de algum conflito", afirmou Velho.

O economista não acredita na escalada das tensões, já que Maduro foi preso e que, segundo Velho, o exército da Venezuela só estava do lado do Maduro por questões financeiras. "Obviamente o pessoal mais ligado a ele talvez resista, mas acho que não tem muito o que se prolongar", avaliou, lembrando que se houver alguma resistência nos próximos dias, isso pode levar a um aumento no preço do ouro, da prata e commodities metálicas.

"O dólar talvez suba um pouco, mas vejo mais as commodities metálicas subindo do que exatamente o alto do dólar. Na questão do preço do petróleo, o mercado continua muito acertado, você vê que o mercado está mais próximo de US$ 60 do que de US$ 70", afirmou Velho, que afirmou preferir esperar qual será a reação do exército venezuelano neste momento. "Tem vários portos lá, se eles explodirem, no cenário de alguma resistência militar venezuelana, queimarem os portos, aí realmente você pode ter um aumento do preço do petróleo momentaneamente", disse.

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