Países próximos à Venezuela como Rússia, Irã e Cuba rechaçam ataques dos EUA

Países próximos à Venezuela como Rússia, Irã e Cuba rechaçam ataques dos EUA

O governo venezuelano denunciou uma "gravíssima agressão militar" de Washington e decretou estado de exceção
Atualizado às Autor AFP Tipo Notícia

Países próximos à Venezuela e outros aliados de seu presidente, Nicolás Maduro, como Rússia, Irã e Cuba, rechaçaram neste sábado, 3, os ataques dos Estados Unidos contra a nação caribenha.

O presidente americano, Donald Trump, confirmou em sua rede Truth Social um ataque em grande escala e a captura de Maduro junto com sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do país.

O governo venezuelano denunciou uma "gravíssima agressão militar" de Washington e decretou estado de exceção

Líderes internacionais aliados da Venezuela rejeitaram os acontecimentos após meses de advertências de Trump a Maduro. Em contraste, o presidente argentino Javier Milei celebrou a captura do dirigente chavista.

Rússia

A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a "hostilidade ideológica" prevaleceu sobre a diplomacia.

"Isto é profundamente preocupante e condenável", declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

O governo exigiu depois informações “imediatas” sobre o paradeiro de Maduro.

Irã

O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou "firmemente o ataque militar americano".

"O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país", indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.

Cuba

Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um "terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano" e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.

O líder cubano pediu uma "reação da comunidade internacional" contra o "ataque criminoso" dos Estados Unidos.

Colômbia

O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques "com mísseis" em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.

A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna "imediatamente".

União Europeia

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu "moderação" e respeito ao direito internacional após conversar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Argentina

"A LIBERDADE AVANÇA, VIVA A LIBERDADE, PORRA", escreveu o presidente argentino, Javier Milei, em resposta a uma publicação de um meio de comunicação que informava sobre a captura de Maduro.

Chile

O presidente em final de mandato do Chile, Gabriel Boric, fez um apelo "para buscar uma saída pacífica à grave crise que afeta" a Venezuela.

"A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo".

Espanha

A diplomacia da Espanha afirmou que o país está disposto "a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise".

Alemanha

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha declarou à AFP que o país estava "acompanhando muito de perto a situação na Venezuela e observando com grande preocupação as últimas notícias".

Itália

O gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que a dirigente estava "acompanhando de perto a situação na Venezuela" e fazia contatos para "obter informações" sobre os seus cidadãos no país sul-americano.

Evo Morales

O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia "com total contundência" o "bombardeio" dos Estados Unidos.

"A Venezuela não está sozinha", acrescentou o líder indígena no X.

Senadores democratas

O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm "interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra".

"Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida", criticou.

Já o senador Ruben Gallego declarou que se trata de uma ação "ilegal": "Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela".

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