Edmundo González deve assumir seu mandato constitucional, diz Corina após deposição de Maduro
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, defendeu que o político Edmundo González Urrutia, assuma a presidência do país após a deposição de Nicolás Maduro por meio do ataque militar dos Estados Unidos.
Em uma carta aberta com o título "Chegou a Hora da Liberdade", publicada nas redes sociais neste sábado, 3, María Corina conclamou os militares venezuelanos a reconhecerem Gonzalez como o novo líder da nação. Os militares foram parte essencial da estrutura de apoio a Maduro, embora a relação entre as partes já estivesse desgastada.
"Esta é a hora dos cidadãos que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. É a hora dos que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo presidente da Venezuela, e que deve assumir imediatamente o seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante em chefe das forças armadas nacionais por todos os oficiais e soldados que a integram", afirmou María Corina na carta.
As últimas eleições presidenciais na Venezuela ocorreram em julho do ano passado. Na ocasião, María Corina foi impedida de participar do pleito, tendo se aliado a González na oposição ao governo. Maduro foi declarado vencedor da disputa presidencial, mas o processo correu sem transparência, nem elementos probatórios suficientes da sua suposta vitória, que foi contestada pelos políticos venezuelanos de oposição e por boa parte da comunidade internacional.
"Estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permanecemos vigilantes, ativos e organizados para que se concretize a transição democrática", enfatizou María Corina, na carta aberta. "Vamos colocar ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa".
A Nobel da Paz disse ainda que Maduro enfrentará a Justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outras nações. "Perante a sua negativa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriram sua promessa de fazer valer a lei", disse.