Captura e extração de Maduro, segundo Trump: 'Como um programa de TV'

Captura e extração de Maduro, segundo Trump: 'Como um programa de TV'

A audaciosa captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, pelas forças especiais dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3) foi "como um programa de televisão", assegurou Donald Trump em uma entrevista.

Esses foram os detalhes da operação, realizada após meses de crescente pressão militar contra Caracas, segundo relataram o presidente americano e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.

- Os preparativos -

"Foram meses de trabalho de nossos colegas dos serviços de inteligência, para saber onde encontrar Maduro, para entender como ele se movia, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, quais eram seus animais de estimação", afirmou o general Caine em coletiva de imprensa.

"Observamos, esperamos, nos preparamos, nos mantivemos pacientes e profissionais. Essa missão foi meticulosamente planejada, incorporando lições de décadas de missões ao longo de muitos anos, décadas", acrescentou.

- A decisão -

De acordo com uma entrevista televisiva concedida por Trump, a operação na Venezuela deveria ser executada "há quatro dias", mas as condições meteorológicas não eram adequadas.

"A meteorologia tem que ser perfeita. Algumas nuvens a mais do que pensávamos, mas estava bom. De repente abriu, e dissemos: 'Vamos'. Foi simplesmente incrível", revelou Trump em entrevista televisiva.

- A captura -

A operação "Resolução Absoluta" começou às 04h46 GMT deste sábado, revelou o general Caine.

"Chegamos à residência dos Maduro às 02h01 (03h01 de Brasília), hora venezuelana", detalhou em seguida o chefe do Estado-Maior.

"Eu vi, literalmente, como se estivesse assistindo a um programa de televisão. E se você tivesse visto a velocidade, a violência... Foi algo incrível. Tínhamos uma sala e assistimos, vimos cada aspecto", disse o republicano em entrevista televisiva à Fox News.

O mandatário assegurou que estava cercado por um "monte de gente, incluindo generais", enquanto acompanhavam a operação.

"Foi complicado, extremamente complicado: toda a operação em si, os pousos, o número de aeronaves, os diferentes tipos de helicópteros, de caças... Tínhamos um caça para cada possível situação", explicou Trump.

"Eles penetraram em lugares onde não era possível penetrar, portas blindadas que estavam ali exatamente para isso", acrescentou.

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, se renderam sem oferecer resistência.

"A palavra integração não explica a enorme complexidade de uma missão assim, uma extração tão precisa que envolveu mais de 150 aeronaves decolando por todo o hemisfério ocidental [América Latina, ndr] em estreita coordenação", acrescentou Caine.

- Uma fortaleza -

Sobre onde se encontrava Maduro, Trump disse que ele "estava em um local fortemente protegido, como uma fortaleza. Na verdade, estava em uma fortaleza".

"Ele tinha o que chamam de espaço de segurança, onde há aço maciço por toda parte. Ele não conseguiu fechar esse espaço. Estava tentando entrar nele, mas foi dominado tão rapidamente que não conseguiu entrar. Nós estávamos preparados. Tínhamos maçaricos enormes e tudo o mais que é necessário para atravessar esse aço. Mas não foi preciso", acrescentou o presidente americano.

- As baixas -

O mandatário também disse que não houve nenhuma morte entre os militares dos Estados Unidos durante a operação.

"O fato de não termos tido nenhuma morte foi incrível. Acho que não tivemos nenhuma morte, tenho que dizer isso, porque alguns rapazes foram atingidos, mas voltaram e, ao que tudo indica, estão em bastante bom estado", detalhou Trump na entrevista.

- O julgamento -

Sobre os próximos passos, Trump disse que Maduro e sua esposa "serão levados para Nova York".

"Eles estão em um navio, mas irão para Nova York. Saíram de helicóptero em um voo agradável. Tenho certeza de que adoraram."

- O futuro -

Trump anunciou em coletiva de imprensa que os Estados Unidos governarão a Venezuela pelo tempo que for necessário.

"Vamos estar presentes na Venezuela no que diz respeito ao petróleo, porque vamos enviar nossos especialistas. Então talvez precisemos de algo [de presença militar], não muito", explicou o mandatário.

"Vamos extrair uma quantidade tremenda de riqueza do subsolo, e essa riqueza irá para o povo da Venezuela e para pessoas fora da Venezuela que costumavam estar na Venezuela, e também irá para os Estados Unidos da América na forma de reembolso pelos danos que esse país nos causou", indicou.

"Queremos trazer a liberdade para o povo, queremos ter uma grande relação", concluiu Trump.

jz/cr/am

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