França reafirma direito de Israel se defender; Grécia e Reino Unido se pronunciam
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França "reafirma o direito de Israel de se defender e garantir sua segurança" e que o país condenou "repetidamente" o programa nuclear iraniano em andamento, tomando medidas diplomáticas apropriadas em resposta. Os comentários foram realizados em publicação no X, nesta sexta-feira, 13.
"Para evitar colocar em risco a estabilidade de toda a região, apelo a todas as partes para que exerçam a máxima contenção e reduzam a tensão", afirmou na postagem, que também menciona os esforços para proteger os cidadãos franceses, bem como as missões diplomáticas e militares da França na região. "A França está pronta para trabalhar com todos os seus parceiros para pressionar pela redução da tensão no Oriente Médio", acrescenta.
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Ainda hoje, em coletiva de imprensa, Macron pontuou que, "se Israel fosse atacado em retaliação pelo Irã, a França, se estivesse em condições de o fazer, participaria em operações de proteção e defesa".
Estreito de Ormuz
Autoridades marítimas da Grécia e do Reino Unido aconselharam navios mercantes a evitarem o Estreito de Ormuz após o ataque de Israel a instalações nucleares e prédios residenciais do Irã, embora o corredor crítico de petróleo permaneça aberto por enquanto.
No passado, o Irã já ameaçou fechar o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo. Qualquer ação que restrinja o comércio de petróleo tende a elevar os preços da commodity, e a simples percepção de ameaça à navegação já foi suficiente para fazer o Brent subir cerca de 7%.
A Combined Maritime Force, uma coalizão naval composta por 46 nações e liderada pelos EUA, afirmou que as travessias pelo estreito - que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã - ainda não foram afetadas.
"O Estreito de Ormuz permanece aberto, e o tráfego comercial continua fluindo sem interrupções", disse a força naval em comunicado. A nota acrescenta que os acontecimentos do último dia elevaram de forma "significativa" o risco de um conflito regional.
Armadores gregos controlam mais de um quarto da frota mundial de petroleiros. Segundo três donos de petroleiros, o governo grego pediu que os armadores informem com urgência ao Ministério da Marinha Mercante os navios que atualmente estão localizados no Golfo Pérsico, além de recomendar que eles evitem a região.
Cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados transitam, em média, diariamente pelo Estreito de Ormuz.
"O Estreito de Ormuz é uma via aquática crítica e sem alternativa para o comércio de petroleiros. Qualquer impedimento ou ameaça à livre movimentação de navios teria um efeito significativo na economia mundial", afirmou a associação comercial Intertanko em comunicado.
Navios com bandeiras britânicas foram aconselhados pelo governo a evitar também o sul do Mar Vermelho e o Golfo de Áden, disseram dois armadores britânicos. (COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES)
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Broadcast. Saiba mais em nossa Política de IA.
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