Imigrante acusado de ameaçar Trump segue detido apesar de suposta armadilha

Imigrante acusado de ameaçar Trump segue detido apesar de suposta armadilha

O imigrante mexicano acusado pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos de ameaçar matar o presidente Donald Trump seguirá detido após uma audiência realizada nesta quarta-feira (4), embora os investigadores considerem que ele é vítima de uma armadilha, informou a mídia americana.

No fim de maio, o departamento, conhecido pela sigla DHS, publicou uma carta manuscrita em inglês que atribuiu a Ramón Morales Reyes, um imigrante em situação irregular, segundo a qual ele prometia se autodeportar após atirar na cabeça de Donald Trump em um de seus atos públicos.

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Agentes do Serviço Federal de Imigração (ICE, na sigla em inglês) prenderam este imigrante mexicano de 54 anos, que foi levado para a carceragem do condado de Dodge em Juneau, Wisconsin (norte).

Mas, desde então, o caso sofreu uma reviravolta.

Os investigadores começaram a suspeitar que Morales Reyes não era o autor da carta, entre outros motivos porque o mexicano não fala inglês com fluidez.

Então, os agentes passaram a se interessar por Demetric Scott, um homem contra quem o mexicano deveria testemunhar em um julgamento, e descobriram que ele enviou cartas da prisão para que Morales Reyes fosse deportado e evitar o seu depoimento.

Scott foi acusado na segunda-feira de roubo de identidade, intimidação de testemunhas e violação de fiança, segundo documentos judiciais consultados pela AFP.

Nesta quarta foi realizada uma audiência sobre o caso de Morales Reyes, mas a juíza de imigração Carla Espinoza estimou que precisa de mais tempo para revisá-lo, informaram meios de comunicação americanos.

A advogada do DHS, Caitlin Corcoran, disse à juíza que Morales Reyes poderia optar por uma fiança enquanto continuam os seus procedimentos migratórios, acrescentaram os veículos de informação.

O DHS não removeu o comunicado com a acusação de seu site.

"A investigação sobre a ameaça continua. Durante a investigação, determinou-se que este indivíduo se encontrava no país ilegalmente e tinha antecedentes criminais", afirmou o DHS à AFP na sexta-feira passada.

A próxima audiência está prevista para 10 de junho. Morales Reyes, no entanto, seguirá detido.

erl/nn/rpr/am

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