Von der Leyen recebe prêmio Carlos Magno por manter UE unida

Von der Leyen recebe prêmio Carlos Magno por manter UE unida

Autor DW Tipo Notícia

Trabalho à frente da União Europeia rendeu reconhecimento à alemã. Ela manteve bloco coeso apesar de sucessivas crises, como as desencadeadas pela pandemia e a invasão russa da Ucrânia.Chefe da Comissão Europeia desde 2019, a alemã Ursula von der Leyen foi agraciada nesta quinta-feira (29/05) com o Prêmio Carlos Magno por seu trabalho à frente da União Europeia e "papel decisivo" em mantê-la "unida, resiliente e atuante". A honraria, uma das mais importantes do continente europeu, é concedida a pessoas ou instituições em reconhecimento por serviços prestados à Europa e à unidade europeia pela Fundação para o Prêmio Internacional Carlos Magno, com sede em Aachen, cidade alemã próxima da fronteira com a Bélgica e a Holanda. Von der Leyen, que tem 66 anos, conduziu a UE através de crises múltiplas desencadeadas pela pandemia de covid-19 e, posteriormente, pela invasão russa da Ucrânia. Desde a eleição de Donald Trump à Casa Branca, no final de 2024, o bloco também se viu impelido a aumentar seus gastos militares e anda às voltas com a ameaça de uma guerra comercial, em meio às crescentes tensões na relação com os EUA e à ascensão do populismo dentro da própria UE. Ao receber o prêmio, numa cerimônia prestigiada também pelo correligionário e chanceler federal alemão, Friedrich Merz, von der Leyen fez um apelo enérgico à construção de uma "Europa independente". "Sei que essa mensagem soa estranha para muitos. Mas o que está em jogo é nossa liberdade", disse. Diante das tensões geopolíticas "enormes", frisou a conservadora, "a ordem internacional que antes dávamos como garantida se transformou em uma desordem internacional em um espaço muito curto de tempo", marcada pela "ambição imperial de poder e por guerras imperiais", e é por isso que a Europa precisa "tomar as rédeas da situação". A alemã defendeu que a UE priorize defesa, competitividade econômica e fortalecimento da democracia, e citou ainda a incorporação de Ucrânia, Moldávia e dos Bálcãs Ocidentais ao bloco como a "próxima reunificação histórica". O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, congratulou Von der Leyen pelo prêmio e discursou em defesa da UE no evento em Aachen. Segundo ele, o bloco é um "projeto europeu de paz" que precisa ser defendido não só internamente como também externamente, e é por isso que a UE deve ser forte, para "restaurar a paz em nosso continente e assegurar a liberdade no longo prazo". História do Prêmio Carlos Magno O Prêmio Carlos Magno foi criado em 1950, no espírito do pós-guerra, para reconhecer contribuições excepcionais à paz, unidade e cooperação na Europa. Atualmente, a entidade que o concede é patrocinada por diversas empresas alemãs. A honraria é uma homenagem ao monarca Carlos Magno (747/748-814), também conhecido como Carlos, o Grande, que comandou o Império Romano a partir do ano 800 e é considerado um precursor da Europa unificada. Entre a lista de personalidades laureadas estão o ex-chanceler federal alemão do pós-guerra Konrad Adenauer, o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill e, mais recentemente, os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Neste ano, a homenagem é, pela primeira vez, acompanhada de um prêmio em dinheiro no valor de um milhão de euros. A pedido de von der Leyen, os recursos serão destinados a projetos em prol de crianças ucranianas. A quantia foi doada por um casal de empresários de Aachen. ra (dpa, AFP, AP)

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