Petróleo sobe, impulsionado pelo relaxamento da guerra comercial entre EUA e China
Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (12), impulsionados pela suspensão temporária da maioria das tarifas que Estados Unidos e China vinham impondo mutuamente, o que sugere perspectivas mais favoráveis para a demanda de petróleo bruto.
Especificamente, ambas as partes concordaram em reduzir substancialmente as sobretaxas que vinham aplicando uma à outra — até 30% no caso de Washington e 10% no de Pequim —, em comparação com os 145% e 125%, respectivamente, após a escalada iniciada pelo presidente Donald Trump no começo de abril.
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Essa trégua entrará em vigor "até 14 de maio", anunciaram as duas maiores potências econômicas do mundo em um comunicado conjunto publicado após dois dias de negociações em Genebra.
China e Estados Unidos são os dois principais consumidores mundiais de petróleo, e a saúde econômica desses países tem grande influência sobre a demanda e os preços da commodity.
"Essa guerra comercial foi muito prejudicial para as perspectivas de demanda de petróleo", declarou à AFP John Kilduff, da Again Capital.
"O mercado de petróleo sofreu especialmente com a queda da atividade econômica global, mas também porque essa guerra foi realmente um castigo para a China", principal importadora mundial de petróleo, acrescentou o analista.
Como consequência, a diminuição das tensões comerciais está impulsionando os preços do petróleo.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho subiu 1,64%, chegando a 64,96 dólares.
Seu equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, subiu 3,23%, atingindo 61,95 dólares.
No entanto, essa alta é mais moderada do que a observada nos mercados acionários, já que se trata apenas de uma trégua temporária de 90 dias.
O mercado de petróleo "ainda enfrenta alguns ventos contrários importantes", observa Kilduff. "Um deles, e não dos menores, é que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) continuam determinados a colocar mais barris no mercado" do que o previsto, aponta o analista.
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