Mulher é condenada a 20 anos por torturar filho em caixa de cachorro
O menino foi encontrado por uma assistente social quando já estava desnutrido e em coma. Os crimes foram cometidos quando o menino tinha 12 anos
Uma mulher foi condenada a 20 anos de prisão por torturar o filho em uma caixa de transporte para cachorros. O caso aconteceu na cidade de Krems, a 77 quilômetros de Viena, na Áustria.
Ela foi acusada de espancar, amarrar e deixar a criança passar fome. O veredito do julgamento foi dado nessa quinta-feira, 29 de fevereiro.
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A mãe foi presa em 2022, quando uma assistente social encontrou o menino gravemente desnutrido, em coma e com hipotermia. Supostamente, ela foi chamada por um amigo da família.
Os crimes foram cometidos entre julho e novembro do mesmo ano, quando o menino tinha 12 anos.
Mãe foi condenada por abuso infantil e tentativa de homicídio
Segundo as investigações, a mãe do menino o manteve trancado em uma caixa de transporte para animais enquanto o espancava.
Ainda, ela teria encharcado a criança com água fria enquanto abria as janelas em um clima com temperaturas abaixo de zero. Isso fez com que ele corresse risco de vida, já que a temperatura corporal alcançou os 26,8 °C.
No tribunal, a mulher procurou justificar as ações dizendo querer “apenas disciplinar” o filho e pediu desculpas.
Mãe da criança teve outra mulher como cúmplice
Outra mulher, de 40 anos, foi condenada a 14 anos de prisão por ser cúmplice das torturas da mãe contra o menino de doze anos. Ela encorajou a amiga por meio de mensagens de texto e telefonemas.
As duas ainda terão que pagar ao menino uma indenização de 80 mil euros, cerca de R$ 431 mil. O tribunal ordenou que ambas as mulheres façam psicoterapia.
No julgamento, um psiquiatra afirmou que a mãe tem uma doença mental grave e persistente e desenvolveu uma “relação simbiótica paranoica” com a amiga. A cúmplice disse que não sabia da gravidade do abuso contra o menino, mas as mensagens trocadas provaram o contrário.
Além do julgamento do caso, o governo estadual também criou uma comissão para investigar se as autoridades poderiam ter feito mais para resgatar o menino antes.