Mulher descobre que linha e agulha ficaram presas em seu corpo 11 anos após laqueadura

Colombiana que fez cirurgia em 2012 e conviveu por 11 anos com fortes dores no corpo descobriu uma agulha envolta de linha dentro de seu corpo

María Aderlinda Forero Vargas chamou a atenção da imprensa internacional ao descobrir que dentro do seu corpo estava uma agulha envolta de linha há quase 11 anos. A cirurgia de retirada ainda não foi realizada.

De acordo com o portal colombiano El Tiempo, o alojamento dos itens no corpo de María Aderlinda, de 39 anos, aconteceu acidentalmente após uma cirurgia de laqueadura realizada em 18 de junho de 2012.

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Os remédios pararam de funcionar

Desde a cirurgia de laqueadura, a mulher passou a sentir fortes dores no estômago, que chegaram a impedir que ela conseguisse dormir. “Vários dias depois, essas dores começaram”, disse a mulher em entrevista. “Elas [as dores] não pararam, então comecei a marcar [uma consulta] e toda vez que eu ia eles [equipe médica] me mandavam tomar paracetamol e pronto”.

Com o tempo, o paracetamol indicado ao tratamento das dores de María Aderlinda passaram a ser ineficazes. Para aliviar a dor, ela começou a usar meloxicam, comprimidos mais fortes e caros que o ajudam a se sentir um pouco melhor.

Veja foto do raio-x de mulher que descobrir agulha e linha preso dentro do próprio corpo 

Colombiana que fez cirurgia em 2012 e conviveu mais de 10 anos com fortes dores no corpo descobriu uma agulha envolta de linha dentro de seu corpo
Colombiana que fez cirurgia em 2012 e conviveu mais de 10 anos com fortes dores no corpo descobriu uma agulha envolta de linha dentro de seu corpo (Foto: Reprodução/Youtube)

Diagnóstico: linha e agulha foram esquecidas após laqueadura

A descoberta dos itens de costura em seu corpo aconteceu efetivamente em novembro de 2022, após uma ressonância magnética e um ultrassom.

"Paciente de 39 anos com dor abdominal, predominantemente na parte inferior do abdômen (...) há quase 11 anos, após o procedimento de Pomeroy...", afirma o documento entregue após o procedimento realizado no Hospital San José del Guaviare com o Novo EPS.

Após quase cinco meses desde os exames, a mulher ainda aguarda uma avaliação para a cirurgia de remoção da linha e da agulha. "O que eu preciso é que me operem rapidamente, que eles removam isso. Eu não quero morrer e deixar meus filhos", destacou.

Ainda em entrevista ao El Tiempo, a mulher revelou que enfrenta grandes transtornos para conseguir atendimento médico, já que mora em uma região afastada dos centros urbanos.

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