Líder de confederação sindical internacional perde o cargo após escândalo 'Catargate'
O italiano Luca Visentini, envolvido na investigação sobre a corrupção relacionada com o Catar e Marrocos no Parlamento Europeu, foi destituído de seu cargo à frente da Confederação Sindical Internacional (CSI), anunciou a organização.
O conselho geral do CSI deciciu que Visentini "já não contava com sua confiança como secretário-geral" e anunciou um congresso mundial extraordinário para definir um novo dirigente.
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Visentini, de 54 anos, foi detido em dezembro durante a investigação por suposta corrupção de eurodeputados, com envolvimento do Catar e Marrocos, no caso conhecido como 'Catagarte'.
O italiano saiu da prisão sob liberdade condicional dois dias depois, mas a CSI o suspendeu de suas funções à frente da organização.
Visentini admitiu que recebeu 50.000 euros (53.000 dólares) de uma ONG que está no centro de investigação, mas afirmou que o dinheiro não tinha relação com o Catar e que serviu apenas para financiar sua campanha para liderar o CSI.
A organização sindical mundial afirmou no sábado que os incidentes dos últimos meses prejudicaram "consideravelmente" sua imagem.
"Estamos determinados a proteger o CSI de qualquer forma de influência indevida, incluindo as suspeitas de influência", afirmou Akiko Gono, presidente da organização.
A CSI, que reúne 338 sindicatos em 168 países e territórios em todo o mundo, afirmou que "não encontrou provas de doações do Catar ou de Marrocos influenciara suas políticas ou programas".
Três pessoas estão atualmente em prisão provisória na Bélgica no âmbito da investigação por suposta interferência do Catar ou do Marrocos nas decisões da Eurocâmara, por meio de subornos pagos ao ex-eurodeputado italiano Pier Antonio Panzeri.