Petróleo alcança os melhores preços em três semanas após ameaça russa
O petróleo fechou em alta, nesta sexta-feira (23), após a ameaça da Rússia de reduzir sua produção, à qual se somaram as perturbações provocadas por uma intensa tempestade de inverno nos Estados Unidos.
Em Londres, o preço do barril de Brent para entrega em fevereiro subiu 3,63%, a 83,92 dólares, enquanto em Nova York o barril de WTI, também para entrega em fevereiro, subiu 2,67% a 79,56 dólares.
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Durante o dia, os dois tipos de petróleo de referência alcançaram os preços mais altos em quase três semanas.
A alta, segundo Edward Moya, da corretora Oanda, foi uma reação aos comentários do vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak, que advertiu que a Rússia poderia reduzir sua produção entre 500.000 e 700.000 barris por dia desde o começo do ano que vem.
A mensagem foi interpretada como uma resposta à entrada em vigor, em dezembro, de um embargo europeu ao petróleo russo e à aplicação de um teto aos preços da venda do petróleo russo fora da Europa.
O presidente russo, Vladimir Putin, "é um mestre da manipulação e sabe que o preço do petróleo é um ponto fraco para o Ocidente", disse John Kilduff, da empresa de investimentos Again Capital.
No entanto, reduzir a produção pode ser delicado, segundo o especialista, e até pode prejudicar as instalações. Estes fatores levam os investidores a relativizarem os anúncios de Moscou.
Os operadores também estiveram atentos à passagem da tempestade de inverno Elliot pelos Estados Unidos, que já causou transtornos às refinarias do Texas.
"Isso pressiona os volumes sobre os produtos refinados" e "ajudará a sustentar os preços", segundo Kilduff.
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