Emprego dos sonhos: Japonês trabalha "fazendo nada" e já faturou mais de R$ 1,4 milhão
Shoji Morimoto cobra para acompanhar pessoas em encontros e "não fazer nada" e já faturou pouco mais de R$ 1,4 milhão com a "profissão dos sonhos"
Shoji Morimoto, japonês de 38 anos, vem chamando atenção nas redes sociais pelo seu trabalho: fazer nada. Morador de tóquio, ele cobra 10 mil ienes (R$ 370,77) para acompanhar os pessoas e simplesmente "existir como acompanhante".
Ele cobra para acompanhar pessoas em encontros ou qualquer outro tipo de atividade e "não fazer nada". Seus serviços não incluem sequer conversar com a pessoa que o contrata.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
Com mais de meio milhão de seguidores no Instagram, Morimoto compartilha momentos comuns de sua vida na internet.
Nos últimos quatro anos, o japonês acumulou mais de 4 milhões de ienes, o equivalente a pouco mais de R$ 1,4 milhão com cerca de quatro mil sessões de acompanhamento nos últimos quatro anos.
Clientes recorrentes
É por meio de seu perfil no Twitter, onde possui quase 250 mil seguidores, que Morimoto encontra boa parte de seus clientes recorrentes. Entre eles, um homem que já o contratou 270 vezes.
"Basicamente, eu me alugo. Meu trabalho é estar onde meus clientes quiserem que eu esteja e não fazer nada em particular", afirma o japonês.
Ele conta que já recebeu diversas propostas, inclusive sexuais, durante seus acompanhamentos. No entanto, garante que nunca aceitou nenhum pedido íntimo.
Especialista em “nada”
Antes de ganhar dinheiro com acompanhamentos, Morimoto trabalhava em uma editora e era frequentemente repreendido por "não fazer nada".
"Comecei a me perguntar o que aconteceria se eu fornecesse minha capacidade de 'não fazer nada' como um serviço", afirmou à Reuters sobre a motivação que o conduziu para a nova "profissão".
Histórias como acompanhante
Por que contratar Shoji Morimoto como acompanhante? Ele mesmo explica que muitas pessoas buscam companhia sem julgamento. Esse foi o caso de Aruna Chida, uma analista de dados de 27 anos, que sonhava em usar roupas indiana em público e temia vergonha por parte das amigas.
Chida encontrou-se com Marimoto na semana passada, e defendeu: "Com meus amigos, sinto que tenho que entretê-los, mas com o cara do aluguel (Morimoto) não sinto necessidade de conversar".
O morador de Tóquio explica o sucesso de seu trabalho: “As pessoas tendem a pensar que meu ‘não fazer nada’ é valioso porque é útil (para os outros)… Mas não há problema em não fazer nada. As pessoas não precisam ser úteis de uma maneira específica”