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Bélgica investiga caso de situação análoga à escravidão em obra no porto da Antuérpia

14:36 | Jul. 26, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Imigrantes de Filipinas e Bangladesh trabalhavam em condições análogas à escravidão em uma obra do porto da Antuérpia, na Bélgica, anunciou a promotoria da cidade nesta terça-feira (26).

A promotoria declarou que havia "55 potenciais vítimas", sendo a maioria delas cidadãos filipinos.

Os operários trabalhavam como soldadores e encanadores em "um cais no porto da Antuérpia", explicou um porta-voz.

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"Ganhavam entre dois e quatro euros a hora, cerca de 600 euros por mês", disse Klaus Vanhoutte, que dirige um abrigo para as vítimas da escravidão moderna.

Segundo Vanhoutte, um caso como esse, pelo número de pessoas exploradas em um único lugar, é sem precedentes na Bélgica.

O caso chegou às mãos da Justiça quando, há cerca de 15 dias, vários trabalhadores filipinos foram reclamar da sua situação ao consulado do seu país na Antuérpia, explicou Vanhoutte à AFP.

De acordo com essa fonte, a rede de tráfico que explorava esses trabalhadores asiáticos os moveu por vários países europeus, já que "eles têm permissão de trabalho para a Hungria e a Polônia".

"Alguns haviam trabalhado na Alemanha e um grupo estava pronto para partir para Grécia", acrescentou.

"Esta é apenas a ponta do iceberg", disse o ministro da Justiça da Bélgica, Vincent Van Quickenborne, citado pela agência de imprensa Belga.

O ministro explicou que, segundo o índice mundial de escravidão, elaborado anualmente pela ONG Walk Free Foundation, existem "23.000 vítimas de exploração ou em condição análoga à escravidão" na Bélgica.

mad/csg/bds/grp/eg/ap/rpr

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