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Testemunha em caso de meninas alemãs desaparecidas é interrogada no Paraguai

18:17 | Jun. 01, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O proprietário do veículo no qual viajavam pelo Paraguai um casal alemão e duas meninas de 10 e 11 anos reportadas como "desaparecidas" foi interrogado nesta quarta-feira (1º) pelo Ministério Público, informaram fontes judiciais.

O homem, identificado como Diego Martínez (35), confirmou ter emprestado há um mês um veículo ao casal, que está foragido no Paraguai junto com as meninas.

"O suspeito entrou em várias contradições", disse à imprensa o delegado Cristian Cáceres, da unidade Anti-sequestros da Policia, que o transferiu para a Assunção, a capital, para apresentá-lo ao Ministério Público.

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"Primeiro disse que o casal foi apresentado por um parente, mas logo disse que foi um cliente", após se apresentar como mecânico de carros na cidade de Villarrica, a 150 km ao sudeste da capital, detalhou o delegado.

Martínez permaneceu detido na sede do grupo especializado contra sequestro da Polícia, em Assunção.

O veículo, uma picape Nissan, foi alugado por Andreas Rainer Egler, de 46 anos.

O cidadão alemão é acusado de ser responsável pela custódia ilegal das meninas Clara Magdalena Egler, de 10 anos, e Lara Valentina Blank, de 11 anos, que desapareceram de seu país em novembro passado e foram vistas pela última vez em janeiro, no Paraguai.

Egler, pai de Clara Magdalena, está foragido junto com sua nova esposa, Ana María Egler (Scharpf, sobrenome de solteira), que é mãe de Lara Valentina Blank.

A mãe de Clara Magdalena, Anne Maja Reiniger-Egler, está em Assunção liderando as buscas e na segunda-feira autorizou uma coletiva de imprensa para divulgar o caso de desaparecimento em todos os meios de comunicação locais.

O advogado de Reiniger admitiu em uma coletiva de imprensa na quarta-feira que a divulgação teve resultados e o casal de foragidos se manifestou no dia anterior via Telegram. Em uma mensagem de vídeo, exigiram que a mãe de Clara encerre as buscas.

"Vocês exigem que nossos clientes aceitem abandonar e deixar para trás seus filhos. A senhora Anne Maja Reiniger e o senhor Filip Blank (pai de Lara) apenas reconhecem suas garotas nos vídeos", disse o advogado Stephan Schulheiss, se dirigindo ao casal em alemão e espanhol.

O vídeo fez com que a Sra. Reiniger entrasse em crise e ela não compareceu à coletiva, da qual planejava participa. "Ela viu a filha com o cabelo curto e tingido. Ela não parecia confortável. Isso a afetou muito", explicou.

Na mensagem aos sequestradores, o advogado Schultheiss alertou que o processo de busca acontece independentemente da vontade de sua cliente.

"As autoridades estão investigando no Paraguai, Alemanha e através da Interpol, no mundo todo", afirmou.

"O bem estar das meninas não é compatível com a vida um vida em fuga que vocês escolheram. Acabem com essa situação extremamente estressante para todos. Por favor, se manifestem", enfatizou.

O advogado reiterou que a mãe de Clara e o pai de Lara "não estão interessados em obter uma sentença" de punição.

"Eles querem encontrar uma solução que permita a todos um futuro de paz e uma volta à vida normal. A oportunidade está aberta para vocês", declarou.

"Estamos convencidos de que as meninas e o casal ainda estão no Paraguai", comentou anteriormente o chefe do Anti-Sequestro, comissário Mario Vallejos, que disse temer que eles deixem o país pela fronteira com a Argentina ou o Brasil

"Há uma terceira pessoa dando apoio ao casal", garantiu o policial.

hro/dl/ap/mvv

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