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Rússia volta a bombardear capital da Ucrânia

00:03 | Jun. 07, 2022
Autor DW
Tipo Notícia

Ataque russo atingiu dois bairros de KievMísseis atingiram dois bairros de Kiev, no primeiro ataque aéreo contra a capital desde o fim de abril. Putin faz novas ameaças e diz que vai atacar mais alvos caso os EUA forneçam mísseis de longo alcance à Ucrânia.A capital da Ucrânia voltou a ser atingida por novos bombardeios russos neste domingo (05/06), após ser poupada de ataques nas últimas cinco semanas. Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, bombardeios foram registrados em dois bairros da cidade, Darnytsky e Dniprovsky. Uma pessoa ficou ferida. A Rússia confirmou o ataque, afirmando ter destruído "blindados fornecidos por países do leste europeu à Ucrânia". O último bombardeio russo contra Kiev havia ocorrido em 28 de abril. Já a Força Aérea ucraniana, detalhou que vários mísseis de cruzeiro foram lançados contra Kiev por aviões russos TU-95 baseados no Mar Cáspio. Umma das aernovaes foi destruída, segundo os ucranianos. A companhia ucraniana Energoatom, responsável pelas usinas nucleares do país, relatou que um míssil sobrevoou "a uma altura extremamente baixa a central de Pivdenno-Ukrainska", no sul da Ucrânia. A empresa classificou o episódio como "um ato de terrorismo nuclear". Pouco depois do ataque, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, divulgou novas ameaças, afirmando que Moscou atacará mais alvos se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance do Ocidente. Segundo Putin, se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance, "então tiraremos as conclusões apropriadas e usaremos nossas armas (...) para atacar alvos que não atingimos até agora", disse Putin, sem especificar a que tipos de alvos estava se referindo; Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que forneceriam à Ucrânia um sistema avançado de mísseis Ofensiva contra Severodonetsk prossegue Combates entre forças ucranianas e os invasores russos prosseguiram neste domingo no centro de Severodonetsk, uma cidade estratégica no leste da Ucrânia. A cidade permanece no centro da ofensiva russa na bacia mineira do Donbass, zona sob controle parcial dos separatistas pró-russos desde 2014 e que Moscou espera conquistar na totalidade. Segundo o governador regional da província de Lugansk, os ucranianos têm resistido aos invasores. "Os russos controlavam cerca de 70% da cidade, mas nos últimos dois dias foram repelidos. A cidade está dividida, eles têm medo de se movimentar livremente", disse Serguei Gaidai. De acordo com Gaidai, o general russo Alexander Dvornikov "estabeleceu uma meta: entre agora e 10 de junho tomar Severodonetsk completamente ou controlar a rota Lyssytchansk-Bajmut" que abrirá o caminho para Kramatorsk, a capital ucraniana de Donetsk, a outra maior região do Donbas. "Todas as forças (russas) estão concentradas nessas duas tarefas", disse ele. Já o ministério da Defesa russo declarou no sábado que unidades militares ucranianas estavam se retirando de Severodonetsk "depois de terem sofrido perdas críticas durante os combates (até 90% em várias unidades)" em direção a Lyssytchansk, uma grande cidade vizinha. Mas o prefeito de Severodonetsk, Olexander Striuk, disse no sábado que os combates de rua continuavam e que as forças ucranianas estão tentando "restabelecer o controle total" da cidade. Papa faz apelo por negociações Em sua missa dominical no Vaticano, o papa Francisco pediu "verdadeiras negociações" para um cessar-fogo "e uma solução sustentável" na Ucrânia, em guerra há 100 dias. "À medida que a fúria da destruição e da morte se inflamam, alimentando uma escalada cada vez mais perigosa para todos, renovo meu apelo aos líderes das nações: por favor, não levem a humanidade à destruição", disse o pontífice diante de 25 mil fiéis reunidos na praça São Pedro. No sábado, Francisco reiterou a sua disponibilidade para ir à Ucrânia, mas questionado por um menino ucraniano durante um encontro com um grupo de jovens no Vaticano, disse que está à espera do "momento certo". "Gostaria de ir à Ucrânia, mas tenho de esperar pelo momento certo", respondeu o Papa. jps (AFP, Lusa, dpa)

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