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Legisladores democratas pedem a Biden suspensão de sanções contra Venezuela

14:16 | Mai. 13, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

Um grupo de congressistas americanos formado por 18 democratas da ala mais progressista do partido enviou uma carta para o presidente Joe Biden, pedindo-lhe que suspenda as sanções contra a Venezuela e continue o diálogo com o governo de Nicolás Maduro.

Datada de 10 de maio e promovida pelos membros da Câmara de Representantes (deputados) Raúl Grijalva e Jesús "Chuy" García, a missiva afirma que as medidas punitivas contra a Venezuela, aplicadas pela gestão do republicano Donald Trump, serviram apenas para "exacerbar" a crise humanitária nesta outrora potência petrolífera.

O texto também pede a Biden que continue o "compromisso construtivo" da Casa Branca com a Venezuela, depois que uma viagem de autoridades de alto escalão de Washington a Caracas, em março, permitiu a libertação de dois americanos detidos há anos no país sul-americano, assim como pela aparente disposição de Maduro para reiniciar o diálogo com a oposição. Estas conversas estão suspensas desde outubro de 2021.

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"Está claro que as sanções amplas não atingiram seus objetivos", constataram os congressistas.

"À luz disso, e dos terríveis custos humanos incorridos, pedimos que você suspenda todas as sanções financeiras e setoriais dos Estados Unidos que exacerbam a situação humanitária, embora sem obstaculizar, nem atrasar, a ação urgente necessária para que economia americana abandone os combustíveis fósseis", acrescentaram.

A viagem da delegação americana à Venezuela aconteceu depois de Biden ter proibido as importações de petróleo russo pela invasão da Ucrânia. Nesse contexto, a Casa Branca disse que "segurança energética" faz parte das discussões em Caracas.

Isso alimentou especulações de que os Estados Unidos poderiam retomar a compra de petróleo bruto venezuelano, algo depois descartado pela Casa Branca.

Estados Unidos e Venezuela romperam relações diplomáticas no início de 2019, depois que Maduro, no poder desde 2013, assumiu um segundo mandato após eleições consideradas fraudulentas pela oposição e por cerca de 50 países.

Washington então impôs uma bateria de sanções para forçar a saída de Maduro, incluindo um embargo "de facto" ao petróleo venezuelano, em vigor desde abril de 2019.

Em março deste ano, senadores influentes, como o democrata Bob Menendez e o republicano Marco Rubio, criticaram a aproximação de Biden com Caracas e se opuseram, firmemente, a recorrer ao "ditador" Maduro por petróleo.

Além de ser investigado por crimes de lesa-humanidade, Maduro foi acusado de "narcoterrorismo" pela Justiça nos EUA, em março de 2020. As autoridades americanas oferecem uma recompensa de US$ 15 milhões por ele.

Entre os signatários da carta promovida por Grijalva e García, estão Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Pramila Jayapal e Rashida Tlaib, quatro congressistas conhecidas por suas posições de esquerda.

Em agosto de 2021, Grijalva, García e 17 outros correligionários da Câmara de Representantes já haviam escrito uma carta para o secretário de Estado, Antony Blinken, defendendo um diálogo com o governo de Maduro e o alívio de sanções "contraproducentes e prejudiciais".

ad/dg/tt

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