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Cresce onda de apoio à mãe americana condenada à morte

12:47 | Abr. 11, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

A iminente execução de uma mãe de 14 filhos, sentenciada à morte pelo assassinato de sua filha de dois anos em um polêmico caso, desencadeou uma onda de solidariedade entre personalidades como Kim Kardashian que ultrapassa as fronteiras dos Estados Unidos.

A data de execução de Melissa Lucio está prevista para 27 de abril pelo homicídio, em 2007, de seu bebê de dois anos, Mariah, cujo corpo foi encontrado coberto por hematomas na casa da família.

Grávida de gêmeos naquela ocasião, essa americana de origem mexicana teve uma vida marcada por agressões físicas e sexuais, pelo vício em drogas e pela instabilidade econômica. A polícia suspeitou imediatamente que ela machucou sua filha e a interrogou longamente apenas algumas horas depois da morte.

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Depois de dizer que "não tinha feito nada quase umas cem vezes", às três da manhã realizou uma confissão "completamente extorquida", segundo Sabrina Van Tassel, diretora do documentário "The State of Texas vs. Melissa", que estreou em 2020.

"Creio que fiz", disse finalmente aos agentes que a perguntaram sobre os hematomas.

Essa confissão foi "a única (coisa) que tiveram contra (ela)", disse Van Tassel, convencida de que "não há nada que conecte Melissa Lucio com a morte de sua filha, não há DNA, não há testemunhas".

Durante o julgamento, um doutor disse que era o "pior" caso de abuso infantil que tinha visto.

Porém, uma incapacidade física de Mariah que a deixava cambaleante quando caminhava, e que pode explicar a sua queda, não foi levada em conta pelos especialistas, segundo a defesa de Lucio, que também argumentou que os hematomas poderiam ter sido causados por um transtorno da circulação sanguínea.

Nenhum dos filhos de Melissa a acusou de ser violenta. O promotor do caso foi condenado a prisão por corrupção e extorsão.

O documentário iniciou um movimento de solidariedade a favor de Lucio.

A estrela de reality show Kim Kardashian, com milhões de seguidores, tuitou, quarta-feira (6), que há "tantas perguntas sem resolver em torno do caso e as provas que foram usadas para condená-la".

E a história de Lucio também fascina os meios de comunicação latino-americanos, ao se tratar da primeira mulher latina sentenciada à morte no Texas, o estado dos Estados Unidos que executou mais pessoas no século XXI.

Na França, a ex-candidata à presidência do país Christiane Taubira disse que Lucio é provavelmente "vítima de um erro judicial".

Um dos júris que a condenou também expressou seu "profundo arrependimento" em um editorial publicado no domingo.

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