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Em julgamento na França, chileno Nicolás Zepeda nega ter matado ex-namorada

13:27 | Mar. 29, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O chileno Nicolás Zepeda negou "veementemente" nesta terça-feira (29) ter matado sua ex-namorada japonesa Narumi Kurosaki, durante a primeira audiência do julgamento por assassinato em um tribunal no leste da França.

A jovem desapareceu em 4 de dezembro de 2016, aos 21 anos. Seu corpo nunca foi encontrado.

Zepeda, que pode pegar prisão perpétua, foi extraditado do Chile em 2020 e está em confinamento solitário desde então, devido à atenção midiática sobre o caso.

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Segundo o chileno, o encontro com sua ex-namorada em Besanzón foi por acaso, embora ele tenha admitido que "tinha em mente, possivelmente, talvez, ver Narumi".

Nicolás Zepeda afirma que passou a noite de 4 para 5 de dezembro e também o dia 5 com a ex-namorada. Ele a teria deixado, com boa saúde, no dia 6 por volta das 4h30 da manhã, e seguido viagem pela Europa.

Mas, de acordo com a acusação, Zepeda não teria suportado o rompimento com Kurosaki alguns meses antes e, por isso, viajou para Besanzón, onde a jovem estudava francês, para surpreendê-la. O chileno a teria sufocado em seu quarto no campus universitário e depois teria descartado o corpo em uma floresta do Jura, na mesma região.

Ele teria então enviado várias mensagens aos parentes de Kurosaki pelas redes sociais para ganhar tempo antes de retornar ao Chile. Por causa dessas mensagens, segundo a denúncia, o desaparecimento não foi informado até o dia 13 do mesmo mês.

De acordo com a acusação, vários elementos "estabelecem o envolvimento" do chileno no desaparecimento de Kurosaki, incluindo dados do celular, a geolocalização do veículo que ele alugou na França e várias compras feitas com cartão de crédito, como fósforos e uma lata de líquido inflamável.

Na noite de 4 para 5 de dezembro, estudantes hospedados na mesma residência universitária de Kurosaki ouviram "gritos aterrorizantes", "gritos femininos estridentes" como "em um filme de terror", como se "estivessem assassinando alguém". Nenhum deles notificou a polícia.

O processo, que começou nesta terça-feira, vai até 12 de abril, segundo o programa oficial.

maj-as-jvb/mb/jc/rpr

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