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Não vacinado e com sequelas da covid, Kimmich só volta a campo em 2022

00:03 | Dez. 13, 2021
Autor DW
Tipo Notícia

Com problemas nos pulmões devido à covid-19, jogador deixa quarentena, mas anuncia que vai desfalcar Bayern de Munique até o fim do ano. Atleta provocou controvérsia em outubro após dizer que não queria ser vacinado.O meio-campista do Bayern de Munique Joshua Kimmich, que não se vacinou e se infectou com covid-19 no final de novembro, saiu da quarentena, mas não jogará novamente antes de 2022 devido às sequelas físicas, anunciou nesta quinta-feira (09/12) o clube alemão. "Estou feliz que a quarentena acabou. Estou passando muito bem, mas ainda não posso treinar integralmente devido a infiltrações leves no pulmão", disse o jogador de 26 anos em um comunicado. "Vou fazer, por isso, um treino de reabilitação e mal posso esperar para regressar integralmente em janeiro", acrescentou. O termo "infiltrações leves" nos pulmões indica que o vírus afetou os brônquios ou alvéolos – onde os pulmões trocam oxigênio e dióxido de carbono, segundo explicação do médico intensivista Christian Karagiannidis, em entrevista à agência de notícias DPA. O meia ficará, assim, de fora dos últimos três jogos do campeonato agendados para dezembro, frente ao Mainz, Wolfsburg e Stuttgart. O último jogo do atleta bávaro com seu clube foi em 6 de novembro, contra o Freiburg. Poucos dias depois, ele teve que deixar a seleção alemã por ter entrado em contato com seu companheiro de equipe Niklas Süle, que testou positivo para a covid-19. Em seguida, desfalcou a equipe por dois jogos em novembro, contra Liechtenstein e Armênia. Kimmich foi colocado em quarentena novamente em 19 de novembro, por ter estado com uma pessoa infectada com o coronavírus e, em seguida, ele mesmo testou positivo. Por conta disso, ele foi punido pelo Bayern, juntamente com outros atletas do clube, e teve seu salário cortado durante o tempo em que ele deixa de atuar devido ao isolamento. Escândalo Em outubro, o jogador se tornou centro de um debate acalorado sobre vacinação ao admitir que não se vacinou contra o coronavírus, argumentando preocupações com supostas sequelas de longo prazo. Especialistas enfatizaram que tais preocupações são totalmente infundadas, acrescentando que contrair o vírus pode ser letal para pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. A decisão de Kimmich de não se vacinar gerou acalorados debates ​​na Alemanha. Até o então ministro do Interior do governo Merkel, o também bávaro Horst Seehofer, pediu que o atleta se vacinasse. Muitos, na imprensa e na política, o censuraram por ter enviado um sinal negativo em um país onde a taxa de vacinação está entre as mais baixas da Europa Ocidental (69,3% da população adulta está completamente imunizada). md (AFP, DPA)

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