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Mais de 1.400 golfinhos são mortos em um dia de caça em ilhas da Europa

O "grind" ou "grindadrap" consiste em cercar, encurralar com barcos um grupo de pequenos cetáceos em uma baía.
12:25 | Set. 15, 2021
Autor AFP
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AFP Jornal
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O governo local das ilhas Feroe defendeu nesta terça-feira (14) a morte de mais de 1.400 golfinhos em um único dia durante uma caça tradicional, apesar do mal-estar que provoca, inclusive neste arquipélago nórdico.

 

"Não há dúvida de que a caça de cetáceos nas ilhas Feroe é um espetáculo dramático para aqueles pouco acostumados a caçar e matar mamíferos. No entanto, estas caças são bem organizadas e totalmente reguladas", declarou à AFP um porta-voz do governo de Torshavn.

 

O "grind" ou "grindadrap", uma tradição ancestral nas ilhas Feroe, território autônomo dinamarquês no Mar do Norte, consiste em cercar, encurralar com barcos um grupo de pequenos cetáceos em uma baía. Assim, os animais ficam ao alcance de pescadores que ficaram em terra e os matam a facadas.

 

As presas costumam ser baleias-piloto, mas no domingo foram 1.423 golfinhos-de-laterais-brancas, cuja caça também está autorizada. A caça ocorreu em um fiorde perto de Skala, no centro do arquipélago.

 

"Não temos tradição de caçar estes mamíferos, costuma haver alguns na caça, mas não costumamos matar tantos", explicou um jornalista da TV pública local KVF, Hallur av Rana.

 

Segundo ele, uma captura desta magnitude nunca tinha sido realizada.

 

Fotos em que mais de mil cetáceos aparecem ensanguentados na praia geraram muitas críticas.

 

"Parece bastante extremo e faltou tempo para matar a todos quando geralmente é bastante rápido", acrescentou o jornalista, que afirma que 53% da população do arquipélago é contrário à pesca desta espécie.


A ONG ambientalista Sea Sheperd considera o "grind" uma "prática bárbara", mas as autoridades das ilhas Feroe sustentam que é um sistema de caça sustentável.O produto da pesca não é comercializado, mas a carne é utilizada.

 

Segundo estimativas locais, há cerca de 100.000 baleias-piloto nas águas ao redor deste arquipélago de cerca de 50.000 habitantes.

 


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Dinamarca proíbe criminosos de acessarem áreas de lazer noturno

SEGURANÇA
18:31 | Set. 14, 2021
Autor AFP
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A polícia dinamarquesa anunciou que a partir desta terça-feira, 14, está proibido o acesso de criminosos em quatro áreas de "lazer noturno" da capital Copenhague, para que a vida noturna "seja mais segura".

Na Dinamarca, é possível aplicar este tipo de restrição após a entrada em vigor em julho de uma lei que proíbe o acesso de pessoas com antecedentes criminais em áreas com uma grande concentração de bares, entre meia-noite e as 05h00 da manhã.

A medida em Copenhague "entrou em vigor em 14 de setembro", informou a polícia à AFP. Esta restrição "permitirá que a vida noturna e as ruas de Copenhague sejam mais seguras", disse em julho o ministro da Justiça, Nick Haekkerup.

"A aplicação desta proibição representará um trabalho permanente para nossas patrulhas do ócio noturno. Se recebermos relatos de que condenados estão violando sua proibição, responderemos", explicou à AFP um responsável da polícia de Copenhague, Tommy Laursen.

Apesar da entrada da lei em vigor há dois meses, nenhuma pessoa havia sido proibida de acessar qualquer área de lazer noturno até agora.

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Juazeiro do Norte: Castramóvel já fez 300 procedimentos em cinco meses

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00:56 | Set. 14, 2021
Autor Isabela Queiroz
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O castramóvel do município de Juazeiro do Norte realizou 300 procedimentos de castração em animais de tutores de baixa renda no período de cinco meses. Em operação desde o dia 14 de abril, o equipamento alcança essa marca em um momento em que a Secretaria do Meio Ambiente do município denuncia o abandono de filhotes.

A meta do castramóvel é passar a atender por bairros, segundo a coordenadora do bem-estar animal de Juazeiro do Norte, Joana Darc Fagundes. Em entrevista ao jornalista Farias Júnior, da rádio CBN Cariri, ela afirma que a equipe está se programando para a saída do equipamento que atende junto ao hospital veterinário do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão).

Sobre o atendimento itinerante, Fagundes afirma que está sendo feito um alinhamento para saída do castramóvel. “Os animais que irão ser atendidos serão machos, as fêmeas continuarão sendo encaminhadas para o hospital da Unileão”, disse.

Ela ressalta que os tutores devem assumir o pós-operatório de seus animais. Já os animais de rua que são internados no hospital da Unileão, e após dez dias depois do recebimento de alta e retirada dos pontos, são devolvidos para o local de origem.

Esses animais em situação de rua não deixam de ser atendidos, segundo ela, mesmo existindo a necessidade de ter alguém que possa cuidar do animal após o procedimento. “Pela necessidade de Juazeiro para o controle de natalidade de animais arantes, seria interessante que tivéssemos pessoas que se mobilizassem para oferecer lar temporário para eles”, disse.

Fagundes afirma ainda que está sendo providenciado um local para o pós-operatório dos animais, para que possam aumentar os atendimentos e atender melhor “a tamanha carência que juazeiro passa”. Na semana passada, a coordenadora fez uma denúncia em relação ao abandono de dezenas de gatos e cachorros filhotes, principalmente no Parque Ecológico das Timbaúbas. Segundo ela, a maioria desses abandonos vem de tutores de baixa renda que não têm condições de cuidar dos filhotes.

O número de animais deixados em espaços públicos é assustador, conforme Fagundes. “Fiz o apelo para que as pessoas que têm esses animaizinhos que tiveram filhotes nos procure. Vou assistir da melhor forma possível esse tutor que não tem condição de permanecer com eles”, disse.

A coordenadora afirma que diariamente recebe denúncias de maus-tratos a animais no município. “Chegamos a receber solicitação a respeito de assassinato, chegamos diariamente a receber pedido de ajuda para animais abandonados para morrer. O número é triste, é uma realidade triste”, relata.

Ela se coloca ainda à disposição de quem tiver informações sobre maus-tratos a animais.“Quem presenciar ou se tiver foto ou vídeos, que ajude a abrir um boletim de ocorrência, nos procure. Eu sempre faço questão de atender, e fazer esse acompanhamento social”, disse.

Para denúncias, o anonimato é garantido.
Joana Darc Fagundes: (88) 988264387

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Conheça a história do soldado dinamarquês torcedor do Ceará

Jacob Pedersen
20:13 | Set. 13, 2021
Autor Carolina Parente
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Carolina Parente Autor
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O soldado real dinamarquês Jacob Pedersen, 44, residente na quarta maior cidade do país europeu, a pequena Aalborg, sonha em viver no Brasil. O homem pretende deixar permanentemente sua terra natal para viver no lugar que mais ama no mundo: a capital do Ceará. “Fortaleza tem tudo o que um dia sonhei. Nela me sinto em casa. As pessoas são muito amigáveis e sorridentes”.

Mas até que o seu sonho se torne realidade, Jacob continuará viajando à amada terra duas vezes por ano. Ele possui um contrato com o Exército Real Dinamarquês, o que deve postergar a realização de seu desejo por mais duas décadas, assegurando-lhe, por outro lado, uma aposentadoria confortável.

No intuito de diminuir o tempo de espera para que a mudança ocorra de vez, Jacob tem planos de colocar um negócio na Capital cearense dentro de dois ou três anos. Como bom empreendedor, não dá detalhes sobre seu projeto, mas promete ser algo inédito na cidade, algo que viu somente na Europa.

“Devo garantir uma boa renda antes de ousar na tomada de qualquer decisão e romper o contrato. Viverei em Fortaleza sim, mas preciso me certificar de ter uma boa qualidade de vida no Brasil e da possibilidade de visitar a Dinamarca periodicamente”, comenta.

Ele diz não entender por que as pessoas são “loucas” para ir à Dinamarca. Para um escandinavo talvez não seja a Social Democracia, tão bem vista pelos brasileiros, o suprassumo da alegria e o segredo para a autossatisfação. É um modelo baseado na providência de aspectos vitais à população, como saúde e educação pública de qualidade.

Segundo ele, o sistema é funcional, mas começar uma vida no país nórdico é “muito difícil”. Por ser nativo e estar bem inserido na sociedade, tudo é ótimo; mas, para estrangeiros, especialmente refugiados, pode ser “bastante” desafiador. A língua é complicada e fazer amigos não é fácil.

No último relatório da World Happiness Report, estudo patrocinado pela ONU que avalia o nível de felicidade dos países, a Dinamarca obteve o terceiro lugar, ficando atrás apenas da Finlândia e da Islândia, todos países nórdicos. Desacreditando-a, Jacob Pedersen diz não entender em que é baseada a pesquisa e supõe que a solidão seja superior em seu país em relação ao Brasil.

“Na Dinamarca as pessoas só miram o chão; não cumprimentam desconhecidos. É muito difícil fazer amigos aqui, já em Fortaleza é muito fácil. Tenho vários amigos fortalezenses de quem costumo sentir falta”, desabafa.

Para Jacob Pedersen, viver em um país quente é um sonho de infância, ele só nunca soube qual lugar escolheria até vir ao Brasil pela primeira vez em 2017, depois de tanto ter viajado o mundo. Visitou São Paulo, Rio de Janeiro e, por fim, a Capital do Ceará, pela qual se encantou. 

“Rio e São Paulo são cidades enormes e não são quentes todo o ano. É difícil explicar o que senti quando cheguei em Fortaleza; para mim, é como o paraíso”. A Jacob lhe falta calor em todas as suas formas, humano e climático. “Em meu país, o verão é curto e as pessoas, frias.”

Jacob é generoso e gosta de ajudar pessoas. Com o sorriso de uma criança ganha o dia e faz valer a sua vinda à capital alencarina. No Natal de 2020, doou cestas básicas a famílias no bairro Bom Jardim, onde é sempre tratado como celebridade. E por todos os lados da cidade é bem recebido. “Nunca serei totalmente cearense, mas sinto-me 100% aceito como sou”, relata. 

"É difícil explicar o que senti quando cheguei em Fortaleza; para mim, é como o paraíso." Jacob Pedersen

Quando está em Fortaleza, ele adora ir à praia, bater uma bola com os amigos, passear no shopping Iguatemi, tomar um cafézinho na chocolateria Kopenhagen, cujo nome remete à capital dinamarquesa, e provar a típica culinária nordestina.

O homem costuma se encantar com as pequenas coisas: o sorriso sincero de um desconhecido, um soim que vê rodopiando nas árvores e a própria perspectiva de um futuro em construção no Brasil. A única coisa de que reclama sobre a cidade é o trânsito.

E, claro, Jacob não deixa de trazer consigo seu companheiro fiel, o cachorrinho Lenin, da raça terrier russo toy. O animal de estimação, assim como o tutor, ama o sol e, por isso, adora acompanhar as aventuras do dono no Brasil.

O inusitado dinamarquês torcedor do Ceará

Como se não bastasse a paixão pela cidade de Fortaleza, o homem foi fisgado pela animada torcida do Ceará Sporting Club em 2017. Ao time alvinegro, ele devota todo o amor que tem pelo futebol brasileiro, sendo até nomeado embaixador oficial do time na Dinamarca.

Em 2021, durante uma partida de futebol em Aalborg, a bandeira do CSC foi hasteada. O dinamarquês presenciou o jogo com uma jaqueta do Vovô, desfilando seu orgulho por ser um cearense de coração.

E Jacob não parou por aí. O soldado fez uma a tatuagem do escudo do time do Ceará e o momento da execução da arte eternizada em sua pele foi parar nas redes sociais oficiais do clube.

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Abandonados à própria sorte, cães do aeroporto de Cabul se preparam para voltarem ao trabalho

mundo
19:29 | Set. 13, 2021
Autor AFP
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Dezenas de cachorros do aeroporto de Cabul, abandonados durante as caóticas operações de retirada após o retorno dos talibãs ao poder no Afeganistão, se preparam para voltarem ao trabalho.

A maioria dos cães, alguns treinados para encontrar explosivos, foi encontrada, segundo seus novos donos, na seção do aeroporto controlada pelo exército dos Estados Unidos, que abandonou o Afeganistão em 30 de agosto após 20 anos no país.

"Quando vi que (os soldados americanos) iam embora, vim para salvar os cachorros", disse à AFP Hewad Azizi, funcionário de uma empresa encarregada da segurança no aeroporto. Quando chegou, encontrou 30 cães, metade deles na área controlada pelas forças americanas. Os outros estavam em áreas administradas pelas antigas forças de segurança afegãs.

Todos estão sendo alimentados, atendidos e treinados por Hewad Azizi e seus colegas nos estabelecimentos do centro de treinamento de sua empresa - dois contêineres de transporte em frente aos galpões usados pelo exército americano por anos. A organização de defesa dos animais PETA acusou o governo dos EUA de ter abandonado várias dezenas de cachorros após sua retirada.

PETA fez um apelo solene ao presidente Joe Biden para que repatriasse os animais, citando a situação de cerca de 60 cães detectores de explosivos "sentados em gaiolas na pista do aeroporto" e de outros 60 animais especializados "trancados em um canil em um galpão do aeroporto, sofrendo calor, sem acesso satisfatório à comida ou água".

O Pentágono rejeitou essas acusações e afirmou que as fotos publicadas nas redes sociais mostravam cachorros de um abrigo afegão e não os animais sob a responsabilidade do exército americano. "Ao contrário das informações equivocadas, o exército dos Estados Unidos não deixou os cachorros em gaiolas no aeroporto internacional Hamid Karzai, e particularmente não os cães militares", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Americanos ou não, agora a prioridade para Hewad Azizi e seus colegas é preparar a equipe canina para a próxima reabertura do aeroporto. "Nós os treinamos para ver" o que podem fazer exatamente, disse Azizi, explicando que percebeu que eram "cães rastreadores de explosivos". Após duas semanas de férias forçadas, a equipe canina pode voltar logo à ação.

Há vários dias, a atividade volta lentamente à pista do aeroporto. Após dois voos de charter na semana passada, nesta segunda-feira pousou um voo comercial procedente de Islamabad, pela primeira vez desde que os talibãs tomaram o controle do país em 15 de agosto.

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Pesquisadores do clima ensinam vacas a 'ir ao banheiro'

SCI
18:53 | Set. 13, 2021
Autor AFP
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Cientistas afirmaram que "treinaram com sucesso" vacas para urinar em uma área previamente designada, como parte de um programa que visa reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa.

A equipe de pesquisadores neozelandeses e alemães admitiu que essa ideia foi concebida como uma mera piada, mas enfatizou que ser capaz de lidar com resíduos de vacas ricos em nitrogênio líquido poderia ter benefícios climáticos genuínos de longo prazo.

"Se pudéssemos coletar 10%-20% da urina, seria o suficiente para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e a lixiviação (separação usando solventes líquidos) de nitratos", disse Douglas Elliffe, da Universidade de Auckland.

Elliffe explicou que o nitrogênio na urina da vaca se decompõe com o tempo em duas substâncias problemáticas: óxido de nitrogênio, um potente gás de efeito estufa, e nitrato, que se acumula no solo e vaza para rios e riachos.

O óxido de nitrogênio representa cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa e pouco menos de 10% do total no caso da Nova Zelândia, segundo dados oficiais, mais da metade relacionada à pecuária.

O pesquisador Lindsay Matthews observou que a ideia de ensinar vacas a "ir ao banheiro" para que sua urina pudesse ser coletada e tratada surgiu pela primeira vez durante uma entrevista de rádio em 2007, na qual o locutor brincou a respeito.

"A reação das pessoas é: esses 'cientistas loucos', mas na verdade os elementos básicos estão lá", disse ele.

Trabalhando com colegas alemães, os cientistas recompensaram 16 bezerros com comida para acostumá-los a urinar em um curral com latrinas, alegando que os resultados foram semelhantes ao que se pode esperar de uma criança de três anos.

 

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