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A favor de medidas restritivas, democrata vence recall no governo da Califórnia

Newsom aplicou medidas restritivas contra a pandemia de Covid-19. Setores criticaram as ações e houve referendo depois que mais de um milhão de pessoas assinaram petição a favor da ida às urnas
06:56 | Set. 15, 2021
Autor AFP
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AFP Jornal
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Os californianos compareceram às urnas na terça-feira para um referendo e decidiram pela permanência do governador democrata, Gavin Newson, no cargo, com a rejeição de uma tentativa de revogação por parte dos republicanos críticos às restrições determinadas pela pandemia.

Newsom sobreviveu sem problemas a uma consulta que poderia ter provocado sua substituição por um republicano em um dos estados mais liberais dos Estados Unidos.

Com mais de 60% dos votos apurados em todo o estado, os canais CNN e NBC informaram que Gavin Newsom venceu depois que quase dois terços dos eleitores apoiaram o democrata na consulta popular. Milhões de pessoas votaram por correio, o que permitiu uma apuração rápida pouco após o fim do horário de votação.

Newsom afirma que respeitou as recomendações científicas quando ordenou o confinamento na Califórnia durante o pior momento da pandemia de Covid-19. Mas os empresários o acusaram de prejudicar seus negócios com as restrições e muitos pais reclamaram da suspensão das aulas presenciais.

Políticos de todo o país, profundamente polarizado, acompanharam com interesse a votação da Califórnia como um possível indicador de como as urnas devem tratar os políticos que ouviram os médicos, em comparação com aqueles que escutam os eleitores furiosos.

Disputa eleitoral

O principal rival de Newsom era Larry Elder, um apresentador de rádio de direita, apoiado pelo ex-presidente Donald Trump.

Elder copiou a estratégia de Trump na eleição de 2020 e lançou na segunda-feira à noite um site para denunciar fraude. Ele pediu às autoridades que "investiguem e melhorem os resultados distorcidos" da eleição.

O afro-americano de 69 anos reconheceu a vitória do adversário. "Admitimos que perdemos a batalha, mas sem dúvida vamos vencer a guerra", declarou aos simpatizantes reunidos no condado de Orange, incluindo vários com bonés "Make America Great Again", populares entre os seguidores de Trump.

A cédula apresentava duas perguntas: a primeira era se Newsom deveria ter o mandato revogado e a segunda sobre quem deveria ser o substituto.

O governador precisava de maioria simples na primeira pergunta para continuar no cargo. Caso não conseguisse, o candidato mais votado na segunda pergunta seria o seu sucessor, independente da quantidade cotos recebidos.

Um total de 46 candidatos aspiravam o posto. Políticos tradicionais competiram com uma estrela do YouTube e com a celebridade Caitlyn Jenner, entre outros.

População

Mary Beth, de 63 anos, dona de uma loja, disse que votou em Los Angeles para "se livrar do Newsom" porque "o vírus criou o caos em nossa economia, mas tornou as coisas piores com seus confinamentos". "Havia outras maneiras de gerenciar isso e ele deveria ter priorizado os negócios", afirmou.

Os democratas criticaram o custo da consulta - 180 milhões de dólares - e afirmaram que consulta era uma tentativa dos republicanos de sequestrar o governo do estado e chegar ao poder como não conseguiriam nas urnas.

Uma pesquisa da Spectrum News e IPSOS divulgada na terça-feira revelou que dois terços dos eleitores registrados consideravam o referendo uma tentativa de tomar o poder político.

Regras da Califórnia

Embora Newsom tenha vencido com folga em 2018, as regras eleitorais da Califórnia facilitam a convocação de referendos revogatórios. 

Para obter a medida, os descontentes com o governador devem conseguir as assinaturas de apenas 12% do número de eleitores que compareceram à votação anterior. Neste caso, a quantidade era de 1,5 milhão em um estado de 40 milhões de habitantes.

"Este referendo é ridículo", disse Jake, um funcionário do setor de tecnologia de 38 anos que votou em Los Angeles na terça-feira, e que não quis informar seu sobrenome. "Eu fiz as contas e mesmo que todos os eleitores registrados votassem, poderia custar mais de 12 dólares por voto", acrescentou. "Muitas pessoas poderiam ter tomado café da manhã com esse dinheiro".

Este referendo foi apenas o segundo da história da Califórnia. O primeiro levou ao governo o ator Arnold Schwarzenegger em 2003. Schwarzenegger, que acabou ficando no cargo por mais de sete anos, foi o último governador republicano da Califórnia.

hg-cl/bgs/gm/pr/yow/lm/dbh/pc/fp

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Biden anunciará obrigatoriedade da vacina a todos os funcionários federais

MUNDO
22:33 | Set. 09, 2021
Autor AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elevou o tom perante os antivacina ao anunciar nesta quinta-feira, 9, estritas normas de imunização que abrangem dezenas de milhões de trabalhadores, em uma escalada importante na campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. O plano de seis pontos, que se dirige às empresas com mais de 100 funcionários, estabelece as medidas mais agressivas já adotadas até agora pelos Estados Unidos contra a crescente variante delta.

"Uma clara minoria de americanos, apoiados por uma clara minoria de funcionários de cargos eletivos impede virar a página" da pandemia, disse Biden em discurso transmitido pela televisão. "Os não vacinados abarrotam nossos hospitais, estão saturando as emergências e as unidades de terapia intensiva, e não deixam espaço para alguém com ataque cardíaco, pancreatite ou câncer", acrescentou.

A maior parte do plano consistirá em exigir das empresas privadas que empregam mais de 100 pessoas que se certifiquem de que todos os trabalhadores se vacinem ou se submetam a exames semanais. A medida federal atingirá cerca de 80 milhões de pessoas. Os legisladores republicanos atacaram imediatamente o governo, afirmando que estava extrapolando suas funções. "Parece muito com uma ditadura", tuitaram republicanos da Câmara de Representantes.

O plano também prevê a vacinação de todos os funcionários federais e terceirizados. Atualmente, os funcionários do governo devem se vacinar ou se submeter a exames periódicos, enquanto a nova norma obrigará uma vacinação praticamente total. Cerca de 17 milhões de trabalhadores da saúde de centros sanitários que recebem financiamento dos programas governamentais Medicare ou Medicaid também terão que se vacinar.

Só serão permitidas exceções por razões religiosas ou a pessoas com deficiência, uma abordagem estrita que certamente colocará Biden em um rota de colisão com os meios de comunicação da direita e outros grupos poderosos que argumentam que as determinações equivalem a um ataque às liberdades individuais. Cerca de 80 milhões de americanos continuam sem se vacinar. As pesquisas mostram que tendem ser mais jovens, menos educados e mais propensos a ser republicanos.

Os brancos representam a maioria das pessoas que continuam sem se vacinar, mas os negros e os hispânicos têm menos probabilidades do que os brancos de receber uma vacina, segundo a Kaiser Family Foundation. O êxito inicial do governo no envio de vacinas e na promoção do uso de máscaras impulsionou o democrata Biden logo após assumir o mandato.

Depois de liderar o índice mundial de mortes pelo coronavírus durante o governo do ex-presidente republicano Donald Trump, os Estados Unidos se tornaram um modelo de como vencer a pandemia. Em 4 de julho, Biden chegou a organizar um grande churrasco na Casa Branca para comemorar o Dia da Independência e o fim do confinamento.

Mas o aparecimento da variante delta da covid - extremamente contagiosa - durante o verão no hemisfério norte, fez com que os casos voltassem a níveis críticos, com os hospitais de alguns estados novamente lotados com doentes e moribundos.

Biden precisa urgentemente mudar o rumo da pandemia - que volta a gerar incertezas na recuperação econômica e em outros aspectos da sua gestão - ou pelo menos demonstrar que a tem sob controle. Mas grande parte do problema está fora de seu alcance.

O governo federal distribuiu vacinas gratuitas em todo o país, além de ter se tornado o maior doador do mundo aos países mais pobres. No entanto, os governos estaduais, sobretudo os republicanos do Texas e da Flórida, têm resistido ativamente a impor o uso obrigatório das máscaras, enquanto setores de suas populações se negam a se vacinar, mesmo diante da disparada dos contágios.

Assim, Biden e seus partidários começaram a chamar a atual onda de covid de "pandemia dos não vacinados". Apesar do papel desempenhado pelos líderes republicanos, Biden, que ao mesmo tempo é muito criticado pela traumática saída do exército dos Estados Unidos do Afeganistão, está levando grande parte da culpa. Na última pesquisa do jornal The Washington Post-ABC News, 52% aprovavam a gestão de Biden da pandemia, contra 62% em junho.

A média de aprovação geral de Biden está abaixo de 50% pela primeira vez em sua Presidência. Segundo a pesquisa do Washington Post-ABC News, apenas 44% aprovam seu desempenho contra 50% de junho.

 

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Eduardo Bolsonaro anuncia participação de filho de Trump em evento no Brasil

POLÍTICA
13:25 | Ago. 27, 2021
Autor Agência Estado
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) anunciou, nesta sexta-feira, 27, em suas redes sociais, a participação de Donald Trump Jr., filho do ex-presidente americano Donald Trump, na segunda edição da versão brasileira do Conservative Political Action Conference (CPAC, na sigla em inglês). O evento é divulgado como "o maior evento conservador do mundo".
Ao comemorar a participação de Trump Jr, Eduardo Bolsonaro afirmou que o filho do presidente americano teve uma "participação política ativa durante a presidência de seu pai".
A aproximação entre a família Bolsonaro e a família Trump não é novidade. Ambos os presidentes venceram suas respectivas eleições com um discurso que apelou para o patriotismo e ancorado em uma agenda conservadora. Durante o mandato de Trump, ele e o presidente Jair Bolsonaro mantiveram uma relação próxima. Bolsonaro chegou a se colocar ao lado de Trump, no ano passado, enquanto o americano atacava o sistema eleitoral americano - ataques que culminaram na invasão do Capitólio norte-americano pouco antes da posse de Joe Biden. Neste ano. Jair Bolsonaro também tem feito ataques ao sistema eleitoral brasileiro.
Eduardo Bolsonaro também chegou a pleitear o cargo de embaixador do Brasil nos EUA, em 2019. A indicação foi feita pelo seu pai e amplamente criticada, já que foi vista como uma prática de nepotismo. As pressões contra a indicação levaram Eduardo a desistir do cargo.
A relação de Eduardo com a família Trump, no entanto, não se encerraram após o empresário americano deixar o governo. Em agosto deste ano o deputado chegou a se encontrar com o ex-presidente durante uma viagem aos EUA. No encontro, Eduardo Bolsonaro convidou Trump a vir ao Brasil, na esperança que ele participasse do CPAC.
A CPAC surgiu nos anos 1970, a partir da organização do movimento conservador americano, e atrai os principais líderes de direita nos EUA. Já contou com a presença do então presidente Trump. No Brasil, a primeira edição do evento ocorreu em São Paulo em outubro de 2019, organizada por Eduardo Bolsonaro.

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Após Talibã tomar o Afeganistão, Biden admite erros e defende retirada de tropas

INTERNACIONAL
18:01 | Ago. 16, 2021
Autor Filipe Pereira
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O presidente dos EUA, Joe Biden, realizou seu primeiro pronunciamento nesta segunda-feira, 16, após combatentes do grupo fundamentalista islâmico Talibã assumirem o controle da capital afegã Cabul, enquanto o presidente Ashraf Ghani deixava o país. Ele admitiu que o país cometeu erros, mas que não se arrepende de ter determinado a retirada de tropas americanas do país

Em um discurso televisionado, Biden disse que essa foi a "melhor decisão" considerando os interesses dos americanos. "Nossa missão no Afeganistão teve muitos erros nas últimas décadas. Eu sou o presidente dos EUA e essa guerra acaba comigo. Não me arrependo da minha decisão de acabar com essa guerra e manter foco na nossa missão de contraterrorismo", afirmou. 

Em prosseguimento da política iniciada no governo do ex-presidente Donald Trump, os EUA iniciaram neste ano a retirada dos militares americanos que estavam há 20 anos em solo afegão. Com a saída, o Talibã ganhou terreno sobre as forças oficialistas apoiadas por Washington até que, neste fim de semana, tomassem a capital Cabul.

O presidente americano disse que as tropas não poderiam permanecer no país se nem as forças do afegão lutaram contra o Talibã. "Os lideres desistiram e fugiram do país. As forças militares colapsaram, alguns tentaram lutar. Se o Afeganistão não consegue oferecer uma resistência ao Talibã, os militares americanos não conseguiriam fazer ali qualquer diferença", completou o democrata.

Assista pronunciamento:

 

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