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Com aprovação do papa, Vaticano classifica homossexualidade como pecado e afirma que não pode abençoar uniões

Há cinco meses, Francisco disse em uma entrevista que "as pessoas homossexuais têm o direito de estar dentro de uma família" e que devem ter o direito de serem cobertas legalmente, o que gerou polêmica

13:12 | 15/03/2021
O Vaticano esclareceu pontos sobre união entre pessoas do mesmo sexo e classificou como pecado  (Foto: VATICAN MEDIA / AFP)
O Vaticano esclareceu pontos sobre união entre pessoas do mesmo sexo e classificou como pecado (Foto: VATICAN MEDIA / AFP)

O Vaticano esclareceu que para a doutrina da Igreja Católica a homossexualidade é "um pecado" e que os padres não podem abençoar essas uniões, em texto divulgado nesta segunda-feira, 15, pela Congregação para a Doutrina da Fé.

A instituição encarregada de preservar o dogma católico abordou a questão por meio de uma pergunta que muitos católicos fazem: "A Igreja tem o poder de conceder a bênção às uniões de pessoas do mesmo sexo?" A resposta da instituição foi direta e clara: "negativo".

Num documento assinado pelo cardeal Luis Ladaria, prefeito da congregação, conhecida no passado como Santo Ofício da Inquisição, constata-se que "em alguns ambientes eclesiais, projetos e propostas de bênçãos para uniões de pessoas do mesmo sexo estão sendo difundidos". O texto foi aprovado pelo papa Francisco, cuja posição sobre a homossexualidade é menos contundente.

"Não é lícito conceder uma bênção a relacionamentos, ou mesmo a casais estáveis, que impliquem uma prática sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher aberta, por si só, à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo", especifica o texto.

O documento lembra que, para a Igreja, "Deus nunca cessa de abençoar seus filhos", mas "não abençoa e não pode abençoar o pecado", insiste a entidade. 

Há cinco meses, Francisco disse em uma entrevista que "as pessoas homossexuais têm o direito de estar dentro de uma família" e que devem ter o direito de serem cobertas legalmente, o que gerou polêmica.

A frase provocou a ira dos setores mais conservadores, entre eles vários bispos e cardeais, e elogios das associações de defesa dos homossexuais, que consideraram sua abertura histórica.

O Vaticano mais tarde especificou que Francisco não questionou o dogma do casamento entre um homem e uma mulher e que ele estava se referindo às leis adotadas pelos Estados.