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Mulher liga para a Polícia por homem negro pedir que ela pusesse coleira no cachorro

Christian Cooper aconselhou que a mulher colocasse uma coleira em seu cachorro em uma área do Central Park, em Nova Iorque, em que isso é obrigatório

12:26 | 26/05/2020
O episódio aconteceu em uma área do Central Park, em Nova Iorque, em que é obrigatório que os cachorros usem coleira. (Foto: Reprodução/Twitter)
O episódio aconteceu em uma área do Central Park, em Nova Iorque, em que é obrigatório que os cachorros usem coleira. (Foto: Reprodução/Twitter)

Uma mulher branca ligou para a polícia alegando que estava sendo ameaçada por um um homem negro após ele pedir que ela colocasse uma coleira no cachorro dela em uma área em que isso é exigido. O episódio, que suscitou discussões sobre o racismo nas redes sociais, aconteceu nessa segunda-feira, 25, no Central Park, em Nova Iorque. As informações são do New York Times.

Enquanto Christian Cooper, um observador de pássaros, filmava a ocasião, Amy Cooper, que não tem nenhuma relação com um homem, relatava uma versão falsa do ocorrido para a polícia. “Eu vou dizer a eles que um homem afro americano está ameaçando minha vida”, diz ela enquanto faz a ligação, na qual repete para o atendente: “ele é afro americano”.

Antes de começar a filmar, Christian alertou à mulher que cachorros naquela área do parque (Ramble) precisam estar com coleira em todos os momentos. "Tem uma placa bem ali", disse ele. O homem ainda sugeriu que Amy levasse o animal para outra parte do parque, mas ela recusou. "É muito perigoso", disse. A mulher se irritou e começou a acionar a polícia quando o homem tentou atrair o animal com guloseimas que carrega com objetivo de evitar situações como essa. 

Após o vídeo ser postado no Twitter, o empregador de Amy, Franklin Templeton, disse que o caso está sendo investigado e, enquanto isso, ela seria remanejada para o setor administrativo da empresa. “Levamos isso muito a sério e não aceitamos racismo de qualquer tipo”, afirmou em nota.

Em entrevista à rede CNN, Amy Cooper se desculpou, mas negou que estava sendo racista. “Eu não sou racista, não quis machucá-lo de qualquer forma”, disse. Ouvido pelo mesmo veículo, Christian disse que aceitaria as desculpas apenas se fossem “genuínas” e se ela pretendesse manter seu cachorro na coleira a partir de agora.