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Rússia registra quase 10 mil novos casos neste sábado

No Paquistão, também houve grande alta de registros novos, coincidente com maior testagem do vírus na população. Na Rússia, com 9.633 novos casos, já são mais de 124 mil confirmações da Covid-19

10:26 | 02/05/2020
Equipe médica tira uma amostra de saliva de um homem em uma instalação de testes de Covid-19 em Moscou neste sábado, 2 de maio de 2020
Equipe médica tira uma amostra de saliva de um homem em uma instalação de testes de Covid-19 em Moscou neste sábado, 2 de maio de 2020 (Foto: Vasily MAXIMOV / AFP)
A Rússia e o Paquistão registraram neste sábado recorde de novos casos de infecção pelo novo coronavírus. A Rússia reportou 9.633 novos casos de infecções, o que representa um aumento de 20% em relação à contagem de sexta-feira (1º). O Paquistão anunciou neste sábado 1.297 novos casos.
A Rússia agora contabiliza um total de 124.054 casos, com 15.013 recuperações e 1.222 mortes. Acredita-se, no entanto, que o número de infectados no país seja maior porque não são feitos testes em todos os suspeitos e a precisão dos testes russos é da ordem de 70% a 80%. Os casos confirmados de infecção atingiram também o governo russo, com o primeiro ministro e o ministro da construção relatando que haviam contraído o vírus.
Há crescente preocupação em Moscou com a possibilidade de os hospitais ficarem sobrecarregados e o prefeito da cidade disse que as autoridades estão considerando estabelecer hospitais temporários em complexos esportivos e shopping centers para lidar com o fluxo de pacientes.
No Paquistão, por sua vez, o total de casos chegou a 18.114. O aumento coincide com a ampliação dos testes. O governo informou que mais de 9 mil testes foram realizados nas últimas 24 horas. O primeiro ministro Imran Khan indicou a meta de 20 mil por dia.
A China, onde a pandemia começou em dezembro, relatou um único novo infecção neste sábado, prolongando um declínio constante no número de casos confirmados. Já a Coreia do Sul relatou seis novos casos neste sábado. Ambos os países estão reduzindo os controles e reavivando a atividade econômica.
O vírus matou mais de 238 mil pessoas em todo o mundo, incluindo mais de 65 mil nos Estados Unidos. Especialistas em saúde alertam que uma segunda onda de infecções pode ocorrer, a menos que os testes sejam fortemente ampliados. Os dados são da Associated Press.