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Registrado primeiro caso do novo coronavírus no Vaticano

16:45 | 06/03/2020
Imagem da Basílica de São Pedro, no Vaticano
Imagem da Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: Getty Images/Zoonar RF)

A Cidade do Vaticano - o menor Estado do mundo, que abriga o Papa Francisco - anunciou nesta sexta-feira (6) um primeiro caso do novo coronavírus, uma pessoa que assistiu a um colóquio e passou por seu centro médico.

As consultas neste centro foram suspensas provisoriamente "para desinfetar as instalações após a descoberta ontem (quinta-feira) de um caso positivo de COVID-19 em um paciente", disse o Vaticano em comunicado, afirmando que uma pequena unidade permanece aberta para primeiros socorros.

A Academia Pontifícia para a Vida afirmou que a pessoa cujo teste deu positivo tinha participado de um colóquio internacional sobre inteligência artificial organizado no Vaticano de 26 a 28 de fevereiro.

A Academia informou todos os participantes do fórum, por precaução. Estão na lista o presidente da Microsoft, Brad Smith, o vice-presidente da IBM, John Kelly, e o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, explicou à AFP que "todos os pacientes que passaram pelo centro médico" estavam sendo alertados, sem dar mais detalhes sobre o status do paciente infectado.

Nesta sexta-feira, alguns escritórios da Secretaria de Estado do Vaticano também foram "fechados por precaução após o caso do coronavírus, para o qual esperamos os resultados do laboratório", disse outra fonte do Vaticano à AFP.

Após a desinfecção, esses escritórios reabriram. A Cidade do Vaticano está praticamente fechada entre muros altos, com a famosa Praça de São Pedro aberta à cidade e possui apenas 44 hectares (0,44 km2).

Milhares de turistas e funcionários que vivem em Roma cruzam os pontos de entrada diários, vigiados de perto pelos guardas suíços.

O centro médico é frequentado por funcionários que trabalham nos diversos serviços e ministérios extraterritoriais (fora de seus muros) e nos museus do Vaticano, visitados por milhões de turistas todos os anos.

O Vaticano "seguirá os protocolos sanitários em vigor", disse Matteo Bruni.

No território italiano, as autoridades médicas realizam testes por círculos concêntricos, ou seja, em torno de cada pessoa que apresenta sintomas da COVID-19.

 

Dos 32.362 testes realizados na península por duas semanas, 4.636 foram positivos e 197 pessoas morreram do coronavírus. A Itália é, hoje, o segundo país com o maior número de mortes após a China, e o quarto, em termos de infectados.

Há uma semana, o papa está em Santa Marta, seu local de residência, a alguns passos de São Pedro.

Na quinta-feira, o Vaticano anunciou que está avaliando novas medidas de prevenção, especialmente em relação às suas atividades, para impedir a propagação do novo coronavírus.

Essas medidas podem afetar o Ângelus já a partir deste domingo. Essa oração é oficiada pelo papa da sacada do Palácio Apostólico com vista para a Praça de São Pedro, onde os fiéis se reúnem.

O Vaticano não anunciou se manterá o pontífice, de 83 anos, que adora contato com paroquianos, longe da multidão que se reúne na audiência geral de quarta-feira.

 

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