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NOTÍCIA

Carta da retirada dos EUA do Iraque é rascunho autêntico enviado por engano

20:44 | 06/01/2020
1 de janeiro de 2020, Apoiadores e membros da força paramilitar Hashed al-Shaabi, atacam a embaixada americana no iraque, na capital Bagdá. (Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP)
1 de janeiro de 2020, Apoiadores e membros da força paramilitar Hashed al-Shaabi, atacam a embaixada americana no iraque, na capital Bagdá. (Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP) (Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP)

Um texto do governo dos Estados Unidos informando que as tropas americanas começarão a se retirar do Iraque é um rascunho "genuíno", de uma carta que não deveria ter sido divulgada no momento, informou nesta segunda-feira o chefe do Estado-Maior dos EUA, general Mark Milley.

"Foi um projeto (de carta) sem assinatura" enviado a alguns líderes militares iraquianos porque o movimento de tropas americanas no Iraque aumentou nos últimos dias", declarou Milley à imprensa.

O rascunho "jamais deveria ter sido enviado. Foi um erro cometido de boa fé".

Bagdá anunciou que o Exército americano se preparava para abandonar o país, citando uma carta firmada pelo general William H. Seely, comandante das operações militares americanas no Iraque.

No texto, ao qual a AFP teve acesso, o general Seely explica ao comando militar iraquiano que Washington estava "reposicionando" as forças da coalizão anti-jihadista com o objetivo de "se retirar do Iraque de maneira segura e efetiva".

Este parágrafo está "mal redigido", acrescentou o general Milley, afirmando "que não ocorre uma retirada".

Mais cedo, o secretário americano de Defesa, Mark Esper, negou a saída das forças dos EUA do território iraquiano: "Não há qualquer decisão de abandonar o Iraque (...). Não adotamos a decisão de sair do Iraque. Ponto".

Os Estados Unidos tinham 5.200 soldados no Iraque até a semana passada, quando chegaram mais militares para proteger a embaixada americana na Zona Verde, em Bagdá, atacada por milhares de manifestantes pró-Irã na terça-feira.

sl/iba/lr