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Venezuela prende 13 após denúncia de plano para derrubar Maduro

00:00 | 28/06/2019
Entre os detidos está um general das Forças Armadas. Regime chavista acusou grupo de planejar um golpe de Estado e tentar assassinar cúpula do governo.Treze pessoas foram presas na Venezuela, entre elas um general das Forças Armadas, acusadas de participação em um complô de "golpe de Estado", informou nesta quinta-feira (27/06) o ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, que vinculou ainda o suposto movimento ao líder opositor Juan Guaidó. "Qual foi a consequência das ações criminosas destes golpistas? A prisão", disse Rodríguez numa declaração transmitida pela emissora de TV estatal VTV, na qual apresentou os nomes dos 13 detidos, entre eles o general de brigada Miguel Sisco Mora, a quem qualificou como "comandante da operação". Na quarta-feira, o regime chavista havia denunciado o suposto complô, que teria por objetivo matar Nicolás Maduro, a primeira-dama Cilia Flores e o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello. O regime também acusou os governos da Colômbia, Chile e Estados Unidos de participação na suposta conspiração. Pelo menos 12 militares e civis ainda são procurados por suspeita de envolvimento, acrescentou Rodríguez. Ele ão incluiu Guaidó entre os participantes da ação, mas citou que ele estaria por trás da tentativa. Minutos antes, o procurador-geral, Tarek William Saab, ligado a Maduro, anunciou que abriu uma investigação criminal contra 14 "civis e militares na reserva" sobre "os crimes de conspiração, terrorismo, traição e conspiração para cometer crimes". Sisco Mora e os militares na ativa, que segundo Rodríguez estão entre os presos ou estão sendo procurados, não estão na lista divulgada. Entre os investigados estão o ex-chefe de inteligência Manuel Cristopher Figuera e o general reformado Raúl Baduel, ministro da Defesa de Hugo Chávez (1999-2013), em prisão domiciliar desde 2017 após ter ficado na prisão entre 2009 e 2015. É "um grupo totalmente subversivo, liderado por um eterno fracassado, usurpador do poder de maneira circense, o cidadão Guaidó", disse o procurador à imprensa. "Não são hipóteses, são evidências", insistiu Rodríguez, divulgando vídeos e gravações de conversas telefônicas sobre a elaboração do "plano golpista". Guaidó, autoproclamado presidente interino e reconhecido no cargo para mais de 50 países, rebateu as acusações ao defini-las como "novela". A denúncia surge cerca de dois meses depois de uma fracassada tentativa de levante militar liderada pelo opositor. Na quarta-feira, Maduro já havia alertado que será implacável se ocorrer uma tentativa de golpe de Estado no país. Durante um evento com militantes, exibido em rede nacional de rádio e TV, Maduro afirmou que seria implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista". "O que pode vir, não tomem isso como uma advertência ou como uma ameaça, o que pode vir é uma revolução mais radical, uma revolução mais profunda", avisou. JPS/afp/efe _______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Fonte: DW | dw-world.de

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