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Massacre da Praça da Paz Celestial completa 30 anos

Foi a pior onda de violência interna ocorrida na China em 40 anos de regime comunista

18:52 | 03/06/2019
Manifestantes exigindo reformas democráticas e a renúncia do primeiro-ministro Li Peng
Manifestantes exigindo reformas democráticas e a renúncia do primeiro-ministro Li Peng(Foto: O POVO Dados )

Pelo menos 1.400 pessoas morreram e cerca de 10 mil ficaram feridas em consequência da intervenção do Exercito chinês no massacre na Praça da Paz Celestial, em Pequim, no dia 3 de junho de 1989, sábado. Foi a pior onda de violência interna ocorrida na China em 40 anos de regime comunista, que durou até domingo, 4.

Os manifestantes exigiam reformas democráticas e a renúncia do primeiro-ministro Li Peng, que declarou a lei marcial no dia 20 de maio para enfrentar o protesto. Eles vinham ocupando a Praça da Paz Celestial há três semanas, levantando bandeiras e incendiando veículos militares e ônibus.

Os integrantes do movimento bloquearam algumas ruas laterais com caminhões de carga, e outras com caixas de transporte de alimentos. Um grupo de soldados atacou um bairro residencial situado no norte da Praça da Paz Celestial, disparando contra as passagens e pátios, enquanto mulheres aterrorizadas fugiam carregando seus bebês e outros caíam no chão. Depois do ataque, os residentes do local saíram de seus refúgios e desafiaram os militares com gritos de “fascistas”.

Os governantes de todo o mundo lastimaram a sangrenta repressão das autoridades da China contra o movimento e a favor da democracia nesse país. Atos de protesto foram realizados diante das embaixadas chinesas em várias capitais contra “o domingo negro de Pequim”, segundo qualificou uma agência de notícias, que deixou um saldo de centenas de mortos. (Colaborou Fred Souza pesquisa histórica)

David Moura/O POVO Dados