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Opinião: Futuro incerto para Merkel

00:02 | 27/05/2019
A votação desastrosa do Partido Social-Democrata alemão, membro do governo, no pleito para o Parlamento Europeu pode culminar na saída da chanceler do poder, após 14 anos. Isso significaria novas eleições na Alemanha.A temida marcha dos populistas de direita eurocéticos nas eleições para o Parlamento Europeu não teve lugar na Alemanha, Áustria e Holanda. Este é o resultado positivo deste fim de semana de eleições. Positivo também é que a polarização entre nacionalistas e cidadãos pró-Europa motivou claramente as pessoas a irem votar. O comparecimento às urnas aumentou em muitos países. Além disso, neste ano, um número de menores de 30 anos significativamente maior votou em comparação às eleições anteriores. Isso também prova que a questão da Europa e a questão de como queremos viver juntos são interessantes. Os claros vencedores nesta faixa etária etária são os verdes, que conseguiram capitalizar o tema "futuro" como o tema da proteção do clima. Mas para os social-democratas alemães este domingo foi um desastre. A nível europeu, o mais antigo partido democrático alemão despencou para baixo dos 16%. Mas isso não é tudo. No domingo, também foram realizadas eleições em Bremen, um estado federal que foi governado pelos social-democratas por 73 anos. Está tudo acabado agora. Pela primeira vez, um nome da CDU, o partido de Merkel, ganhou em Bremen. Esta dupla derrota não ficará sem consequências. É a prova de que o partido está no fim de sua linha, e só com uma verdadeira reorientação poderá ter algum futuro. Nos próximos dias, haverá uma disputa em Bruxelas sobre qual partido poderá ocupar posições de liderança. Na Alemanha, será um debate-chave. A questão dominante é provavelmente a de saber por quanto tempo esta coalizão governamental, chefiada por Merkel, continuará a torturar a si própria e ao país. Depois deste fim de semana, é bem possível que, após 14 anos, a era Merkel seja encerrada pelo SPD - e que se realizem eleições antecipadas ainda em 2019. Seria uma eleição com muitas, muitas questões em aberto, e apenas uma certeza: Angela Merkel não voltará a se candidatar. Ines Pohl é editora chefe da Deutsche Welle. ______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App | Instagram | Newsletter Autor: Ines Pohl

Fonte: DW | dw-world.de

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